Coisas de Criança

Coisas de Criança é...Brincar

Coisas de Criança é...Brincar
Contos, poesias,brincadeiras tradicionais, cantos e cantigas de roda, para gente miúda e graúda, desde que deixe a criança que existe em você se soltar.

domingo, 16 de agosto de 2009

Jesus Menino


Mostra tua face Jesus menino
Brinca com as crianças
Que não te conhece ainda
Ensina a tua humildade,
Ensina teu jeito de amar
Jesus, mostra como tu és
A tua maneira de ser
Com teus pais em Nazaré.
Ensina essa criançada
Como é ter uma fé
Brinca Jesus menino
Volta a tua infância, volta
Ensaias teus passos futuros,
Esconde a tua face marcada
Mostra o teu coração puro
Mostra tua face rosada
Que o sol ainda não queimou
Descalço caminhas...
Mostra tuas pegadas pequenas
Que um dia irão seguir
Grandes passos peregrinos,
De Jesus que foi tão pequenino!

Pi e Nico


Pi e Nico(conto)


Eram dois macaquinhos muito sapecas. Viviam de galho em galho fazendo travessuras.
A gorila, mãe adotiva, pois a verdadeira mãe deles havia sido morta pelo os malvados da floresta .Costumava colocar nomes nos seus filhos , com esses dois não foi diferente, os chamavam de.Pi e o outro Nico
Pi falava para o irmão Nico_ Ei me empresta o teu N, daí nome vira PIN e seu vira ICO!
O Nico: _Ah mas a minha mãe deu-me esse nome, pra que trocar?
_ Seu egoísta, eu só pedi emprestado!
_Ta bom, vou pensar se eu empresto!
Continuaram brincando...
Sua mãe deu falta deles e começou a chamá-los gritando:
Pi Nico, Pi Nico, Pi Nico!
Eles ouviram, voltaram para casa e...
_Que é mamãe?
Tenho uma novidade muito triste para contar a vocês, está faltando o nosso alimento de cada dia, já não há mais tantas sementes, nem mais frutas para todos nós,Até os pássaros estão sumindo, o homem está devastando e acabando com nossa floresta, temo que os meus filhotes que estão para nascer, irão passar fome e certamente morrer.Não haverá comida para todos.
Então mexa-se macacada, saiam a procurar alguma coisa para perpetuar a nossa espécie, se não, iremos parar em laboratórios de estudos, ou adestrados em circo.

Os macaquinhos saíram desesperadamente a procura de uma solução, encontraram alguns pássaros reunidos, pareciam preocupados com o mesmo assunto, inclusive a Gralha azul que gritava alto e em bons tons revoltada porque toda semente da araucária( o pinheiro) que ela plantava, para crescer e multiplicar. As mudinhas que brotavam estavam sendo destruída Portanto no futuro não iria existir mais pinhão.
Pi e Nico ,saíram na grande aventura, procurar a salvação de todos...Foram de floresta adentro, atravessaram montanhas, rios, hora a pé, hora nos galhos.

Para espanto dos dois...
Ouviram roncos e vozes, nem era de nenhuma tribo indígena, as tribos respeitavam os espaços dos bichos da floresta. Eram fazendeiros, com máquinas, tratores, destruindo as árvores, logo adiante mais fazendas, cheias de gados, vegetais, uma vasta área plantada de várias espécie de frutas...
Observaram com tristeza nos olhos, tanta fartura e eles já preste à passar fome?
Olharam entre si...e tiveram uma grande idéia.
Prestaram bem atenção em tudo,: no cultivo, na colheita e viram caminhões enormes carregados de bananas, a fruta predileta deles.
Começaram a acercar a fazenda, pegaram algumas bananas maduras, alimentaram-se. E colocaram seu plano em prática.

Foram –se... Contaram a bicharada, cada uma fazia a sua parte, desde o mais fraco ao mais forte, este era destinado à arrancar os fios da bananeira para replantar, inclusive os pássaros que voavam mais rápidos faziam o transporte das sementes frutífuras e semeavam .
Assim...A floresta tornou-se um grande pomar com frutas de toda a espécie para alegria da mamãe macaca e os outros animais.
E o Nico de tão feliz, resolveu emprestar o N ao irmão, virou Pin e Ico e viveram felizes... Até quando?

Autora: Dora Duarte, Florianópolis,05/04/2009

sábado, 8 de agosto de 2009


O “Fantasminha” da caixa de papelão


Pituxa era uma cadelinha de rua, branquinha de orelhas marrom, pêlo longo,tão miudinha que mais parecia cadela bebê.Apareceu por acaso na rua, ninguém sabia quem a deixou ali. A vizinhança, devido já ter seus cães grandes, não podia adotá-la. Porém ,colaborava e cuidava para nada lhe faltar.
Pituxa tinha casinha de caixote , cobertor para se aquecer no inverno, vasilhas dágua e comida...O pessoal da rua revezava nos cuidados, na alimentação e quando era preciso vacina, alguém a levava no veterinário Só que no primeiro cio, acidentalmente engravidou ,nem deu tempo de castrá-la, pois ela não tinha idade suficiente para isso, foi um sufoco para os vizinhos... Como cuidar de uma nova cria, mais trabalho.

Pituxa era querida, não podia ser deixada de lado, sozinha em “maus lençóis”. Foi amparada por uma família recém-chegada na rua, que se recusava ter animais no seu quintal, por motivo de ter uma menina, a pequena Isadora ,alérgica a pêlo de animais.Mesmo contra à vontade, aceitou, para alegria da Isadora de seis anos. Sobre a recomendação da mãe, dela não se aproximar muito perto, brincar mais de longe.A menina Isadora brincava de correr, de esconde esconde, queria abraçá-la, sua mãe a tinha proibido.

Nasceram os filhotinhos da Pituxa, eram quatro, dois pretinhos e dois branquinhos, a rua inteira alegrou-se com a vinda dos cachorrinhos, trataram logo de arrumar adoção a eles.
Cresciam saudáveis e brincalhões., até que um dia, já com o mês de vida, a menina deu falta de um deles, abriu a boca a chorar, fez um escândalo. Ninguém viu, ninguém pegou.
Chega à noite, Isadora tristinha e chorosa, seus pais a consolava e ela nada, lamentava e dizia-

Mamãe quem fez essa maldade de raptar um bebê cachorrinho, nem desmamou direito!
A mãe respondia: _ Filha durma, amanhã procuraremos , quem sabe ele não passou por baixo da cerca, durma.

Isadora ficou pensando, virava na sua caminha pra lá e pra cá, quando escutou um barulho no quintal, era noite de lua, ela correu para a janela, jura que viu, uma caixa de papelão andando sozinha, esfregou os olhinhos para ver se não estava sonhando.
Gritou pela mãe, mãe e pai correram, achando que ela tinha dormido e estava tendo um pesadelo.,. Mas não, Isadora estava na janela gritando e apontando para a caixa de papelão:

_Um fantasma! Não tem pé nem cabeça, é um fantasma escondido na caixa de papelão!!!!.

_Que é isso filha, calma! Disse o pai, Eu vou lá ver o que é...
Ficaram mãe e filha na janela esperando o resultado.


E para a surpresa do pai, e delas na janela, a caixa começou a andar na frente de todos. O pai correu atrás, levantou a caixa e...

Não era que estava embaixo da caixa o cachorrinho sumido?
Todos caíram na gargalhada, O danadinho decerto escapou da casinha da sua mãe, foi dar umas voltas, enroscou-se numa pilha de caixa que havia no quintal, caindo debaixo, dormiu e quando sentiu fome, resolveu sair com caixa e tudo.
Não existe outra explicação para este fato curioso...
Logo foram adotados e como havia um de pêlo curto, a família resolveu ficar com ele
Para alegria de Isadora.

Autora: Dora Duarte

Toco de estimação (Conto)


Tôco de estimação


Era uma vez...Uma senhora de meia idade,d Lia, muito sozinha, pois só tinha um filho e este morava em outro País distante.
Ela tinha vontade de ter um animalzinho de estimação; porém na casa que morava por ser de aluguel e o proprietário não gostava de animais.
Ela ficava vendo pela janela os cães de rua. Havia um cão que chamou-lhe mais atenção .Era um marrom,quase tudo nele era pequeno: as patinhas, o corpinho o rabinho cotó, só as orelhas eram grandes. Era um tronquinho pensava a senhora.
Certo dia ela ouviu a dona do cachorro chamá-lo pelo o nome de “Toco”
e ficou repetindo aquele nome. Quando saia na rua, o chamava, mas Toca nem dava a mínima, nem tchum! Nada de querer fazer amizade.
D Lia nas horas vagas gostava de passear no comércio. Uma bela tarde deparou com uma liquidação numa grande loja de departamento. De repente uma coisa lhe chamou atenção.
Numa cesta gigante tinha dezenas de bichinhos de pelúcias, eram ursinhos, girafas, gatinhos e cachorrinhos todos muito lindos e bem trabalhados. E eis que no meio daqueles todos havia um que a D.Lia bateu os olhos e viu o próprio Toco,idêntico,cor focinho orelhas.Não tinha muito atrativo, mas ela pensou: vou comprar esse cachorrinho e vai se chamar Tôco, já que o outro nem dá a mínima para mim.
Saiu da loja, toda satisfeita, aquela cãozinho tão simples diante dos outros na loja, seria o seu companheiro inseparável. Pensava: esse ninguém me proíbe de ter-lo. Dormia abraçadinha com ele, quando estava triste chorava as mágoas e quando estava alegre, contava os motivos da sua alegria para o Tôco.
Ela quando saía de férias, sempre gostava de viajar e quem ia dentro da mala por mais cheia que estivesse? O Toco!
Toco foi ao Nordeste, interior de Minas Gerais, interior de São Paulo, e até para o exterior, que chique! Pois o filho dessa senhora trabalhava numa companhia aérea e tinha condições de levar a sua mãe noutros Países.
Até ao Japão o Toco foi, em outro lugar mais e especial ainda, que muitas crianças gostam de ir, A Disneylândia, Orlando,Fl. Quem foi lá? O Toco!
Era o mascote da D.Lia e ela andava com ele na mão exibindo aquele cachorrinho tão especial para ela. Aquilo chamou a atenção de algumas crianças. E não é que uma criança cismou que queria um igual?
Dona Lia pensava e apostava que àquela criança era cheia de vontades e já deveria ter de tudo o que era de brinquedos...
Para a surpresa da D. Lia, a mãe da criança veio em direção perguntar onde tinha comprado, ela que sabia muito pouco em inglês, mas o bastante para entender o que ela queria, disse-lhe:_ No Brasil.
A mãe retirou-se com a criança para o alívio da d. Lia.
Alguns anos depois, d.Lia foi morar na sua própria casa e seu filho presenteou-lhe com um lindo cãozinho poodle toy de verdade, todo branquinho fofinho, porém ciumento e possessivo.A d Lia comprou alguns bichinhos de pelúcia para o seu cão,mas ele queria o Toco
Daí começou a ciumeira do cão de verdade com o Toco, o poodle deu uma sacudida feia quase destruiu as orelhinhas dele, mas o língua ele conseguiu arrancá-lhe um pedaço.
Diante dessa situação, a dona Lia , resolveu tomar uma providência,tirar o Toco ,esconder das garras do poodle.
Para D. Lia mesmo com sentimento e aperto no coração teve que deixá-lo de lado. Deu um banho na máquina de lavar que o deixou meio desbotado e colocou numa prateleira, mas nunca o desprezou.
Se o Toco soubesse falar diria: “Puxa, perdi a minha vez”





Autora: Dora Duarte

domingo, 2 de agosto de 2009

CIRCO FANTASIA


Há muito tempo, em meados do século vinte, no Brasil, principalmente nas pequenas cidades. Quase não havia meios de diversão, ou seja, o progresso das grandes cidades não tinha chegado ainda, nem televisão, nem cinema. Então reinava o circo, uns mais ricos, outros nem tanto.

O Circo era muito freqüentado pela a população, sendo em grande parte pelas crianças, elas então, se encantavam com os trapezistas, mágicos e palhaços, num espetáculo de sons e cores.
Cada palhaçada, muitas gargalhadas.

Bem não terminavam de montar o circo, havia um desfile na cidade, fazendo propaganda do espetáculo e o palhaço em cima das pernas de pau e com um megafone na mão perguntava bem alto em bons sons e a criançada da rua correndo atrás respondia:

Palhaço;__Hoje tem marmelada?
Crianças__tem sim senhor!
__Hoje tem goiabada?
__Tem sim senhor!
__E o palhaço o que é?
__É ladrão de mulher!




Era uma folia que só vendo! Corriam crianças dos quatros cantos da cidade.Esse era o cenário da recepção, de uma diversão que , com o tempo foi esquecido,pelo menos os circos mambembes.

Foi nessa época, que uma família de artista de circo, Eram um casal, ele Alberto o mágico, ela Ivone a trapezista, tinham dois filhos,Ivete e Ivan, jovens ainda, mas já participavam ajudando os pais.Um palhaço chamado Rapadura que não tinha família, ganhara esse apelido na infância de tanto que gostava de comer rapadura , um macaco chamado Chupim que era criado como gente e um papagaio tagarela chamado Riquinho .
Resolveram criar a sua própria companhia. Juntaram por muitos anos algumas economias e compraram um caminhão, barracas de lonas e todo o material básico para começar. Assim conseguiram! E foram-se de cidade em cidade do nordeste do Brasil.

Rapadura era um palhaço muito engraçado no picadeiro do circo, ou quando passava nas ruas naquelas pernas-de- pau gigante, era muito querido pelas crianças, claro, era o seu trabalho e vocação.Porém na sua vida pessoal,era um homem triste, já tinha os seus 58 anos e nunca se casou, sentia-se solitário, apesar daquela família lhe tratarem muito bem.

Um belo dia de sol saiu à caminhar, quando sentiu alguém lhe acompanhando, olhou para os lados , viu e parou:
__oh é uma linda cadelinha tão sujinha! Será que está sem dono? Tocou ela para ver se iria embora, mas foi em vão, ela choramingou, latiu, parecia que queria falar( leva-me para sua casa!) Ele não pensou duas vezes levou para o circo , todos gostaram, ele deu-lhe um banho a cadelinha ficou bem branquinha e rajada de marrom.Desde então, ela tornou-se companheira inseparável do palhaço Rapadura.
__ Você vai ser chamada de Pituca.Os dois pareciam “Charlie Chaplim” ator do cinema mudo.

Fizeram muitos espetáculos, apesar da precariedade do circo, lotava, mas como o dono tinha muitas prestações para pagar, foi surgindo a difícil vida do artista de circo.
Por causa da chuva, tempo e vento, a lona foi desgastando, precisava ser trocada, mas como?
O palhaço rapadura, já começava a remendar a calça folgada de bolinhas coloridas, faltavam maquilagens para pintar-se, o jeito era passar pasta de dente branca ou a farinha de trigo, sobrancelhas pintadas de carvão, para fazer a boca vermelha, pegava o batom das mulheres. Aquilo o entristecia, mas precisava fazer as crianças rirem, era o seu dever, nascera para fabricar sorrisos.

Havia na cidade um senhor viúvo e muito rico dono de várias fazendas. Tinha apenas uma filha Luíza de seis anos e vários criados. A menina era linda de cabelos cacheados, andava muita bem arrumada, tinha de tudo o que uma criança rica poderia ter, até um pônei de verdade. Porém Luíza tinha um sério problema, não sorria;
Parecia está sempre séria, um olhar distante, seu pai já havia levado aos melhores médicos, eles nada acharam nela, apenas um distúrbio de natureza. Mas o pai não se conformava, perguntava à ela se faltava-lhe alguma coisa, algo que ela quisesse, se ela sentia-se infeliz, ela respondia que não.

Numa tarde de domingo, a sua babá perguntou-lhe se ela queria ir ao circo, ela então respondeu:

-Aquele circo feio e pobre? -Sim, respondeu a babá

Com muito custo a babá a convenceu, resolveram ir ver um espetáculo de matinê, com o consentimento do pai, este prometendo depois buscá-las,ele até torceu, pensando”quem sabe... haja um milagre, assim a minha filha possa até sorrir”

Chegaram lá, o circo estava cheio, muitas crianças, pipocas , pirulitos, dropes e amendoins eram vendidos pelo o Ivan o filho do dono.Fazia uma transformação, ora era vendedor, ora equilibrista, trapezista, ora comediante junto como palhaço Rapadura.
Começou o espetáculo:

Respeitável público infantil, muito boa tarde!
__Boa tarde ! Grita a criançada!
A menina rica só observa com um olhar diferente meio o absorto, aéreo.

Começou com os trapezistas, Ivone,e Ivan, fazendo muitas piruetas, no trapézio, depois Ivan fez equilíbrio no arame, palmas e assovio são ouvidos e aceitos com entusiasmo. Quando terminou o número de acrobacia, entrou o palhaço Rapadura, com o macaco Chupim nas costas, começou fazendo as suas palhaçadas brincando com o macaco, enquanto esperava o Ivan se trocar para o ajudá-lo nas brincadeiras. Depois entrou a cadelinha Pituca vestida de bailarina, dançando e fazendo todos rirem.Eles arrancavam da criançada, boas gargalhadas. Logo o palhaço Rapadura percebeu o olhar triste daquela menina, de dentro do seu coração veio uma vontade de faze-la sorrir.
Começou a fazer de tudo: plantava bananeira, caía de propósito, contava coisas engraçadas, todos riam, menos ela. De volta o companheiro de cena Ivan, entrou com o papagaio Riquinho, falante demais, era mestre em contar fofocas aumentando a baderna dos dois e nada da menina Luiza sorrir! O palhaço encarou-a nos olhos, e ela nos dele, já marejados de lágrimas, frustrado por não ter conseguido faze-la ri, Sentiu uma dura realidade nunca pensada, fazer um milagre de devolver um sorriso perdido de criança e voltar a achar.
De repente sem perceber, ele começou a chorar, as lágrimas desceram pelo o seu rosto, ainda encarando a menina> Fez-se um silêncio enorme na platéia e no palco, sua maquilagem barata de farinha de trigo com pasta de dente, carvão e batom, começou a derreter...

- Veja o palhaço está chorando! Alguém berrou lá de cima da arquibancada!

A menina Luíza, para espanto de todos, vendo o palhaço chorando e a maquilagem derretendo caiu na gargalhada, riu, riu, riu tanto que todo o mundo ficou de boca aberta. O Rapadura pegou-a no colo e riu junto dizendo: -Consegui!!!
Nesse instante mágico, talvez por intuição o pai levantou a cortina de entrada e entrou. Vendo aquela cena, emocionou-se tanto que chorou abraçado à filha que passou a rir atoa sem parar.

O milagre aconteceu, o espetáculo terminou, o pai de Luíza pediu para falar com o palhaço e o dono do circo, agradeceu tanto por tudo, soube das dificuldades deles, prometeu ajuda-los em tudo que fosse preciso, melhorando, todo o circo, roupas, figurinos, lonas novas e tudo de bom, pois daquele momento em diante, a sua filha, não mais iria ficar séria, nem que tivesse que ver as caretas do palhaço. O dono prometera que mesmo indo noutras cidades, estaria de volta àquela cidade.

Saiu os dois sorrindo e cantarolando e a babá agradecendo a Deus por tudo.

O palhaço, depois do espetáculo, foi lá fora do circo, a noite estava linda e enluarada, sentou-se num tronco de pau, respirou aliviado, abraçou a cadelinha Pituca e cantarolou a música de Chalies Chaplim:

& “Para que chorar o que passou... lamentar perdidas ilusões...lá lá la´la´la lá la lá.&

Autora: Dora Duarte
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