Coisas de Criança

Coisas de Criança é...Brincar

Coisas de Criança é...Brincar
Contos, poesias,brincadeiras tradicionais, cantos e cantigas de roda, para gente miúda e graúda, desde que deixe a criança que existe em você se soltar.

terça-feira, 22 de março de 2011

Os meninos da rua chamada Esperança





Que mistério rondava aqueles recém-moradores da casa nova?
Numa rua chamada “esperança” >

A casa era uma das mais bonitas na rua, apesar de ser um bairro de pessoas distintas, simples, quase não havia casas enormes bonitas como àquela, A casa era diferente, dois andares, com uma jardim imenso florido, toda murada, com grades nas pontas e portões de ferro.
.
A vizinhança, principalmente as crianças nem viram a mudança chegar, pois já era madrugada quando um gigante caminhão baú descarregou tudo, logo em seguida um carro com os vidros fume estacionou na garagem, desceu a família constituída, pai , mãe e filho..

As crianças da rua curiosa pra saber quem morava ali, brincavam na calçada, sempre olhando para o andar de cima, já que debaixo não dava pra enxergar nada.
Pra decepção de todos, nada via.

Passaram-se alguns dias, semanas, nada das crianças saberem quem morava naquela casa.

Que esquisito acharam, eles e seus pais “ Mas, será que são tão metidos a ponto de nem quererem conhecer a gente?” falou uma das vizinhas.

O mistério estava por um triz para ser desvendado...

Um belo sábado de sol, eram seis crianças, não tinham aula.
.Começaram brincar na rua Esperança ...
De bicicleta, de bola, de pipa, quando um deles exclamou: “Vejam!!!!”

Um menino apareceu na janela, meio escondendo uma parte do rosto pelas cortinas. Era o Estevan, com olhar tristonho em direção as crianças que alegres brincavam.

Uma das crianças gritou _Oi menino como é o seu nome?

Ele respondeu de lá _Estevan.

_Aqui debaixo, meu nome é Alex, meus amigos , Lucan, André,Toni, e as amigas Mayara, Cris e Fernanda

_ Desça venha brincar com a gente!
_ Eu não posso brincar com vocês!
_ Por que não pode, sua mãe não deixa?
_ Nada disso, você não entende!

_ Ah já sei, sua mãe não deve deixar você se misturar com pobre, já que você é riquinho!
Falou fazendo gracinha.
De repente surge a mãe do Estevan na janela e disse:” Olá meninos, vou até aí conversar com vocês”. As crianças ficaram sem graça.
Logo ficaram sabendo, como também seu pais. Estevan era deficiente físico e caderante,tinha sofrido um acidente de carro na infância e perdera o movimento das pernas e estudava em escola especial.
Brincava sempre sozinho, já que aonde morava antes, não tinha muitos vizinhos com crianças, sua mãe não tinha muita esperança que ele pudesse brincar normal novamente e que fosse aceito na nova vizinhança.
“Ah mais aqui é diferente”, falou uma das mães das crianças.
_Pode deixar, a criançada vai dar um jeito, logo estarão todos brincando juntos.

...E não é que deu certo? Adaptaram vários jogos, embalavam Estevan na cadeira de roda, jogavam xadrez, jogos educativos, ensinaram a ele soltar pipa com ajuda dum assistente mirim. Foi aquela alegria total, nunca o Estivan brincou e sorriu tanto. A mãe de Estivan emocionada, falou:
_ muito obrigado a todos, desculpe-me de não ter me aproximado de vocês assim que mudamos, eu não fazia idea como o meu filho iria ser recebido, estou feliz de ver o meu filho sorrir, contente Não é atoa que viemos morar numa rua chamada Esperança.

Dora Duarte

quinta-feira, 3 de março de 2011

O pintinho cego



O pintinho cego

Era uma vez um pintinho que não enxergava direito, era cego de um olho. Seu nome Zépiapia .Era uma verdadeira família, sua mamãe galinha(Galinácea), seu papai galo(Garibaldi) e seus onze irmãos. Numa caminhada com sua mamãe e irmãozinhos para aprender na escola do ” Cisca Cisca”, para achar minhocas, formiguinhas, pedrinhas., foi que o pintinho muito descuidado e sem direção por causa da pouca visão, perdeu-se da família.

Quando percebeu o silêncio, sem o ouvir o cócócó e o piu piu piu, começou a piar alto, piava, piava e nada! Corria para um lado, para outro e quanto mais corria e piava, mas distanciava dos demais..

Umas crianças que jogavam bola em frente ao quintal onde morava aqueles bichinhos, Já estavam de saco cheio daqueles piados, um deles resolveu dar um jeito: pulou a cerca, pegou ele que estava debaixo de moita sem muita saída, ao invés de levar para perto da mamãe galinha,colocou ele em cima de um galho de planta, Aí foi que o Zépiapia piou mais.

Começou uma chuva fina, A mamãe galinha agasalhando os seus filhotinhos, percebeu a falta de um. Gritou para o papai galo;

─Hei desça daí, mexa-se vá procurar nosso filhote que está perdido!
─Ah vá você, estou com sono, passei a madrugada toda cantando:
─Garibaldi folgado, eu não posso, estou aquecendo a filharada, você só vive cantando, fazendo ovos e mais nada, vá lá...

─Ta bom, vou lá... E saiu todo faceiro cantarolando...
Lá estava o pintinho, tremendo de frio, rouco de tanto piar, O Galo subiu na planta e o resgatou, colocou em cima das suas belas penas e voltou ensinando uma lição:

─Sabe filho, não sei como você subiu ali, mas é cedo para subir em planta ou árvore, tudo tem sua hora, quando você crescer, vou ensinar a você cantar bonito que nem o papai...

Zépiapia com raiva:não sabia como explicar o motivo de estar em cima da planta, piou alto: ─Piuuuuuuuuuu!!!!
Dora Duarte

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Meu caderno saudoso




Meu caderno saudoso
Que outrora escrevi
Juntar as silabas, soletrar
Foi assim que aprendi
As primeiras palavras
E nunca mais esqueci.

Apaixonar-me pelas letras
Nem eu mesma sabia
Que por acaso um dia
Minhas ferramentas seriam.

Dora Duarte

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Revirando a memória

Revirando a memória
Revejo a minha escola
Onde um dia estudei
Meu último livro novo
Que dar escola ganhei
Lembro ainda seu cheiro
Foi ele que mais gostei

Hoje já velho e amarelinho,
Não cheira mais como antes
Mas o guardo com carinho
Num cantinho da estante.

Dora
Duarte

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Boi de mamão(tradicional folclore de Florianópolis




Boi de mamão ( quadrinhas)

Olha o boi de mamão
Sobe e desce até o chão
Baila pra cá, baila pra lá,
Rodopia no meio do salão.

Urubu quer bicar o boi
Mas ele não ta morto não
Não é para seu bico
O boi é para animação.


Cabra, macaco e urso,
Brinca, rola pelo chão,
Bernûncia e a filhote
Com crianças no salão.



Roda ,roda Maricota
Rodopia sem parar
Peão e cavalinho pulam
Pra o boi de mamão laçar.


Dora Duarte

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

O SABIÁ FUJÃO



Era uma vez uma menina que se chamava Aninha, adorava passar as férias com os avós no sítio.Era muito sapeca e inteligente, enchia os avós de alegria, pois sempre queria aprender de tudo.

Apesar dos seus avós já de idade avançada, levavam uma vida ativa. Sua avó fazia muitas receitas gostosas, bolos, biscoitos, pãezinhos de queijo, broas e uns docinhos sem igual que ela gostava de comer...hummmm! Por outro lado , o seu avô cuidava da horta e dos animais domésticos.

Só uma coisa deixava a Aninha triste e pensativa, por que o seu avô colecionava gaiolas? Eram gaiolas com muitos passarinhos, todas ás manhãs, ela observava ele cuidando e limpando com carinho das gaiolas e perguntava:

__vovô eu costumo ver muitos pássaros livres voando no céu ,nas árvores, por todo o lugar. Por que esses aí vivem presos?

__Ah Aninha. Esses aqui nasceram em cativeiros não podem ser soltos... Ela ficou pensando naquela resposta.

Seu avô mostrou uma curiosidade para ela, um sabiá laranjeira, contou que ele um dia fugiu quando por descuido foi limpar a gaiola, por sorte ele o tinha conseguido captura-lo quando arrumou uma armadilha no açaprão(pequena gaiolinha adjunta a grande para pegar passarinho), mesmo assim cantando ele retornou.

Nesse instante um conhecido do seu avô o chamou, ele deixou a gaiola do sabiá, em cima de um banco e pediu para Aninha olhar. Ela muito curiosa ficou observando, percebeu que o sabiá bicava as varetas das quais eram feita a gaiola e estava formando uma pequena fresta, ela pensou rápido...
_Vou ajudá-lo, quem sabe ele está querendo ir para a cidade dele chamada “Cativeiros”!? É tão bonitinho ,canta tão bem! Não deu outra, ajudou-o a fugir, mas logo em seguida se arrependeu. Pausa.


Vamos ajudar a menina a recuperar o sabiá? Todos cantando:


& SABIÁ LÁ NA GAIOLA FEZ UM BURAQUINHO,VOÔU,VÔOU,VÔOU,VÔOU...E A MENINA QUE GOSTAVA TANTO DO BICHINHO....CHOROU...CHOROU...CHOROU! BIS
SABIÁ FUGIU DO TERREIRO, FOI CANTAR LÁ NO ABACATEIRO E A MENINA POIS- SE Á CHORAR VEM CÁ SABIÁ VEM CÁ! BIS

A MENINA DISSE CHORANDO SABIÁ ESTOU TE ESPERANDO.

SABIÁ NÃO FUJA VEM CÁ, VEM CÁ SABIÁ VEM CÁ.BIS

O avô vendo a menina chorando, acalentou-a no colo...

_vovô eu soltei o sabiá, para ele ir para a cidade Cativeiros onde ele nasceu, mas está ali cantando no abacateiro, juro eu me arrependi!
__mas Aninha, meu amor! Eu não expliquei direito, cativeiro é quando os bichinhos nascem presos nas gaiolas. Tem um casal que cruza daí nasce o filhinho, acostumam-se alí e ficam indefesos, se forem soltos acabam sendo presa fácil de bichos maiores, entendeu?

__Acho que sim! Respondeu Aninha.
Então vamos cantar fazer o sabiá voltar...

& SABIÁ LÁ NA GAIOLA...

E não é que o sabiá fujão voltou? Talvez por ouvir uma canção tão bonita! Ele quis apenas experimentar á liberdade, mas não era bobo, ali na gaiola estava seguro protegido do gavião que havia acabado de passar voando pela a redondeza.

A menina enfim, abraçou seu avô aliviada e feliz.

FIM
(adptação de uma historinha à cantiga do sabiá)


Dora Duarte

Florianópolis,24/01/2006

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Prece Infantil




MEU AMIGO JESUS;
EU SEI QUE OS MEUS PECADOS SÃO FALTAS LEVES,
MESMO ASSIM PEÇO DESCULPAS POR TER TE MAGOADO
DÊ-ME O TEU PERDÃO, FAZEI COM QUE EU NÃO CAIA NOVAMENTE EM TENTAÇÃO.
MEU AMIGO JESUS, PERDOA AS FALTAS DO PAPAI E DA MAMÃE, COMO TAMBÉM DOS MEUS AMIGUINHOS.
FAZEI COM QUE EU CONVIVA COM ELES NA AMIZADE FRATERNAL
MEU AMIGO JESUS, PROTEGEI-ME EM CASA E NA RUA,
VELAI O MEU SONO QUANDO DURMO,FAÇA-ME PURO DE CORAÇÃO.
MANDAI TEU ESPÍRITO SANTO Á ME DISPERTAR
QUANDO A PREGUIÇA ME ATACAR,
AFASTAI O MEU EGOÍSMO,
QUANDO NÃO DIVIDO O QUE EU TENHO,
OS MEUS BRINQUEDOS, AS MINHAS ROUPAS,
COM OS MAIS POBRES.
MEU AMIGO JESUS...
ENSINA-ME CADA VEZ MAIS AMAR O MEU PRÓXIMO,
QUERO SER UMA CRIANÇA BOAZINHA,
RESPEITAR TUDO O QUE CONTÉM NA NATUREZA,
SER OBEDIENTE AOS MEUS PAIS,
AJUDAR NAS TAREFAS DE CASA.
OBRIGADO MEU AMIGO JESUS POR TUA PROTEÇÃO... AMÉM

DORA DUARTE

A cadelinha sem noção




A Fadinha é uma cadelinha vira lata que eu tenho há quase três anos, adotei ela com quarenta dias. Ela parece uma colie em miniatura, tipo Lassie, peluda, mesclada de marrrom e branco, bem baixinha, mas muito esperta, fujona, adora fugir para se encontrar com a “gang” dela, sim uma gang. Do jeito que existe nos humanos, os cachorros de rua também forma-se em grupo, para vadiar na rua. Corre rua acima, rua abaixo, mexendo com quem ta preso no quintal, atrás do muro, destruindo sacolas de lixo, principalmente á noite.

Pensam que não a prendo ? Nem adianta, os “amiguinhos” da rua vem, força o portão, ajudam ela fugir e vão gandaiar. O pior é que os cães que estão presos arrumam um fuzuê que só vendo.

Certo dia, precisei passar uma semana fora de casa, deixei uma chave com a minha vizinha como de costume; sempre que eu preciso, ela toma conta da casa coloca ração para Fadinha e paiço para o meu periquitoTuim.

Fui e deixei um telefone para contato, caso houvesse uma emergência, nunca foi preciso ela ligar, mas desta vez...Ela narrou—me pelo telefone que desde o dia que viajei, não viu mais a Fadinha. Abriu a casa para arejar, colocou comida para o Tuim, ração para ela... No dia seguinte, o comedouro e bebedouro cheio e nada da Fadinha dar as caras. Foi na rua, olhou e nada da Fadinha!

Isto passou, segunda, terça e foi na quarta-feira que ela ouviu um ruído, um pequeno barulho no meu quarto, deixei ele fechado e levei a chave comigo. Fiquei desesperada, já pensei no pior: ela destruir tudo, minhas bonecas de estimação, mantas, cobertores, ter feito suas necessidades fisiológicas, o quarto estar num fedor só...Jamais poderia imaginar que ela havia se escondido debaixo da cama.

A sorte que eu tinha uma cópia da chave guardada, nem lembrava aonde, a minha vizinha foi quem procurou. Quando abriu, A Fadinha saiu que nem um foguete, foi comer primeiro? Não! Correu para o quintal, fez xixi e cocô a vontade por todo canto , depois lambeu os pés da vizinha como que agradecida, daí é que foi comer e beber água.

E o quarto como estava? Impecável!
Quando eu voltei de viagem, foi que olhei bem, por baixo da minha cama, achei uma bonequinha preta de pano e um macaquinho de pelúcia lilás, Certamente foi para lhe fazer companhia, ou carência?

Ela pegou essa mania de se esconder debaixo da minha cama, com medo de fogos e trovões, mas sempre eu tocando ela de lá. De uma coisa tenho certeza, acho que a lição lhe serviu, de lá pra cá, não entrou mais no meu quarto.

Dora Duarte

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Cantiga de infância



Minha barquinha

Quando a tardinha,
Minha barquinha
Cruza sozinha
No Alto mar(bis)

Ao sol poente,
No céu luzente ,
Me faz sonhar...

Que lindo céu
Que belo o mar
O sol se esconde
Lá no horizonte
Surge o luar..


O barquinho

Mandei fazer um barquinho
De papel de papelão
Pra mandar pro meu benzinho
Dentro  vai meu coração(bis)

sábado, 1 de janeiro de 2011

O MENINO VELHO


Mal completa um ano
Lá se vai o menino
Era novo ficou velho,
Vai morrer é seu destino
Os ponteiros andam,
É a lei do tempo,
Vive para morrer,
Morre para outro nascer...

Quem eu sou?

FELIZ ANO NOVO PARA TODOS!
Copyright © 2011 COISAS DE CRIANÇA.
Template customizado por Meri Pellens. Tecnologia do Blogger