Coisas de Criança

Coisas de Criança é...Brincar

Coisas de Criança é...Brincar
Contos, poesias,brincadeiras tradicionais, cantos e cantigas de roda, para gente miúda e graúda, desde que deixe a criança que existe em você se soltar.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Brincadeira de criança(quebra-panela)


Uma das brincadeiras mais antiga e divertida que eu acho, é a brincadeira de quebra-panela, ou quebra- pote... É assim:

Primeiro preparo: compra-se uma panela, ou pote, enfeita com papel de seda, vermelho e azul, contado em tira e flocado, como os antigos papéis de balas de coco, passa cola , uma tira de cada cor  e alternando. Dentro enche de balas, amarra a boca da panela com arame, pendura  num portal feito com estaca(enfeite o portal se quiser).

 Começa a brincadeira: forma uma fila de criança distante da panela, com um pano escuro amarre no rosto da criança der um bastão para bater na panela, uma de cada vez. Rodar a criança, depois a deixe direcionada ao alvo, daí as outras crianças  ajudam aos gritos quando está próximo. Se bater e não acertar é eliminado da prova, só vale uma vez. Daí quem errou vai para fim da fila novamente. Se acertar de primeira e quebrar é o vencedor. É bom dar um prêmio ao campeão. As balas que caírem são de todos, quem pegar mais...

Obs: parece perigoso, mas não é, desde que  todos fique atentos para sair da reta e ajudar a direcionar no caminho certo.



   Dora Duarte

quinta-feira, 1 de março de 2012

Meu pé de oliveira (jambolão)





                         

           Quando criança, lá para as bandas do Varjão , João Pessoa, onde passei a metade da minha infância. Era comum a meninada subir em árvores (sem dono) para comer dos frutos.Entrar no quintal dos outros para roubar, nem pensar...Só das ruas, estradas, praias e mata, ou em sítio quando  era convidado.

        No rio que cortava meu bairro, não era um rio com água apropriada para lavação de roupas, banhos nem tampouco  para beber, devido os jumentos dos carroceiros se apossarem para os banhos , beber daquela água e lógico fazer as suas necessidades fisiológicas ali. Porém, criança é sempre criança, sem noção nenhuma, mesmo com recomendação negativa da mãe, teima e faz por impulso de travessura e por causa do calor imenso, tomava banho ali.

       Havia uma árvore frondosa na beirada do rio, um pé de oliveira, o fruto também tinha o mesmo nome, o mesmo (pé de jambolão). No meu pensar, era o meu pé de oliveira, todo pé de fruta que eu gostasse, era o meu favorito. Eram lá que as minhas irmãs, a meninada do bairro e eu, trepavam para chupar as oliveiras pretinhas de montão... Depois a gente apostava para ver qual a língua que ficava mais roxa e todos mostravam a língua. A que ficava com o tom mais roxo escuro, era porque tinha chupado mais oliveira.

          Na minha cabecinha, era a mesma azeitona preta que eu comi numa empadinha, um dia pela primeira vez numa festa de rico, imaginei que era colocado nela muito sal,  achava salgada....E não é que agora descobri que oliveira também era conhecida como “azeitona do nordeste”!?

       Depois era a prova dos pulos dentro do rio, quem saltava mais rápido, depois o banho refrescante, para aquele calor infernal. Foi nesta brincadeira saudável que peguei “cistosoma”, , assim a gente chamava esquistossomose, aliás, todo  aquele que se arriscava tomar banho ali num rio poluído de caramujo, onde o verme  colocava seus ovos lá, pegava pela sola do pé. A mãe da gente dava remédio, a gente sarava, depois... Tudo de novo.

Como era gostosa aquela frutinha preta!

Dora Duarte

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Menina do Vento


Menina do Vento
Sofre desalento
  Desaprendeu a chorar     
Esquece como sorrir
  De rostinho tristonho 
Sem brilho, sem brincos 
Sem pinturas
Menina do vento
 Flor assoprada 
Despetalada 
Por mãos assassinas
            Dora Duarte

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

A MENINA E O VELEIRO AZUL


                                                      
                                                                     (conto infantil)
Era uma vez uma menina, filha de um pescador. Apesar da maior parte do tempo, ficar com sua mãe naquela pequena Aldeia, ela era mais apegada com o pai, por ficar muito tempo ausente.
Quando o pai estava em casa, brincava muito com ela. Dias de chuva quando não podia ir pescar no seu Veleiro Azul em alto mar, passava boa parte do tempo brincando com a filha, fazendo seus gostos. Enquanto fazia barquinho de papel , ele cantava para filha :
 
Mandei fazer um barquinho/
     De papel de papelão/
Pra mandar pro meu benzinho/
Dentro vai meu coração.
E a menina pedia:        canta mais papai!
Ele repetia... Depois que terminava de fazer o barquinho, falava para  filha para ficar na janela, para ver o barquinho vir na enxurrada da rua.

Lá se vai o papai, sem se importar com a chuva e trovoadas, se molhar, para fazer alegria da filhinha ver, o barquinho passar diante da sua janela.

A menina aplaudia com entusiasmo e pedia: Mais uma vez papai!

Assim ele repetia várias vezes até propositalmente deixar o barquinho ir embora nas águas.
Depois molhado entrava em casa tomava um banho... Roupas secas, abraçava e beijava a filha com muito amor.
Certo dia, o pai saiu no Veleiro Azul como de costume para a pescaria. De repente caiu uma tempestade com ventania. A tarde caiu, a noite chegou e nada do seu pai voltar. A menina chorava, sua mãe também ,mas tentava assim mesmo  consolar  a filhinha.

No dia seguinte, ainda chorando, secou as lágrimas teve uma idéia de chamar o povo da Aldeia, numa corrente de muita fé para cantar uma cantiga do Veleiro Azul que ela aprendera um dia ouvindo alguém cantar...Quem sabe o seu papai voltaria com os poderes de Deus, assim fez...
A praia ficou lotada , ela puxou a canção e o povo em seguida cantava...

 
Minha gente cantar junto/
      Pro Veleiro Azul voltar
     Ele foi há muito tempo
Perdeu-se em alto mar/
Papaizinho foi com ele/
Mamãe ficou a chorar/
Minha gente canta junto/
Pro Veleiro Azul voltar...
Repetiram em coro por várias vezes como se fosse uma prece...

E não é que de longe a menina viu um pontinho azul brilhando em alto mar? De tom mais claro que as águas azuladas do mar. Ela não se conteve de alegria e gritou:

Lá vem papai, vivaaaaaa!
Foram muitos abraços e agradecimentos. Ele contou que devido a tempestade, ancorou numa ilha e dormiu num casebre de abrigo para pescadores.
Naquela Aldeia alegria voltou a reinar.
Considerações:
(Letras e músicas são das novelas infantis da antiga extinta TV Excelsior, canal 9
“A pequena órfã” e “A menina do veleiro azul”
Adaptados à historinha.


segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012


                                    A PEQUENA ANGELIS

Era uma vez, uma menina de quatro aninhos apenas, chamada Angelis, tinha os cabelos dourados que brilhavam como ouro ao reluzir do sol, a carinha de anjo igual boneca de porcelana.

 Quando ia á praia com a sua mãe, adorava apanhar conchinhas  no seu baldinho de brinquedo.


           A mãe muito cuidadosa sempre alertando: _ cuidado filhinha não vá tão longe!
 E ela: -tá mamãe!
E a mãe deitada tomando sol com os olhos fechado vez em quando abria pra ver a Angelis
 De repente, a menina sumiu assim sem mais nem menos. Ela andou tão rápida apanhando conchinhas, que já estava um pouco afastada da mãe. Numa certa altura da praia, a menina com medo de uma onda forte e grande, correu assustada  e escondeu-se no meio da vegetação.
 Por outro lado, a mãe desesperada procurou um guarda-vidas...

 Então a menina começou á chorar e no meio dos soluços a pequenina ouviu uma voz que vinha do mar como um canto de uma sereia, ao mesmo tempo parecia a voz da sua mãe. dizia-lhe: _ não tenhas medo, saia daí se não a tua mãe e nem ninguém vai te achar!
 Apesar da menina assustada com tudo aquilo, parou de chorar e saiu correndo, largando o seu baldinho cheios de conchinhas para trás.  Finalmente encontrou a mãe abraçou-a dizendo-lhe: fiquei com medo mamãe não  vou fazer mais  isto ta?

 Agora busca meu baldinho !.
 A mãe feliz da vida abraçou e beijou a filhinha e disse-lhe:
          -Tá meu amor.
                  Dora Duarte




quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Comunicado aos amigos blogueiros

Um botão de rosas pra cada um...
Mesmo que  uma boa parte de vocês não perceberam a minha ausência no postar aos meus blogs. Preciso comunicar: estarei ausente por um bom tempo, pois estou envolvida com término de duas obras literárias e também envolvida com projetos culturais de época de férias. Beijos a todos                Dora Duarte

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Notícias chatas e engraçadas deste Natal

Coisa curiosa... Aconteceu aqui no bairro de S João Batista na grande Florianópolis, lugar pacato, bem no começo de dezembro, arrombaram a casa de papai Noel. Os ladrões dvistruíram vários enfeites , balas, doces , muitos ursinhos de pelúcia ,escultura de papai Noel. Na pista dos ladrões, a policía localizou   um, bem sossegado, dormindo num sono traquilo abraçado com  um ursinho, fruto do seu roubo noturno.Que ladrões safados e originais!

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Crianças da APAM encenando (Missão da estrela)







O Elizeu o menino mais travesso que não fica quieto um instante, foi S José comportadíssimo e de mãos postas
Crianças nos surpreende com cada uma...
Sara:"posso ser dona Maria, deixa eu ser dona Maria?"E foi Maria

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Pedido de Natal


Querido Jesus,

Nasceste em Belém

Muito longe daqui

Foste pobre também



Jesus pequenino

Filho da Virgem Maria

Peço que não deixe faltar

O nosso pão de cada dia



O que ganhei até hoje

De presente foi um nome

Sou rebento da miséria

Sou uma criança com fome


Ei!

Jesus

Meninoo

Escute dai

Peço-te dê um toque

Ao coração do irmão

Quero  um presente especiaL
Barriga
 cheinha
Roupa
 limpinha
Na Noite de Natal



Dora Duarte








segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Socorro tem uma bruxa no meu sofá


Esta foi uma criatura que eu criei,A Bruxalda, assusta, mas é uma bruxa do bem, só faz folia nas creches querendo roubar beijos das crianças. O pior que ela se acha linda, mesmo com um só dente na boca e os olhos esbugalhados.
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