Coisas de Criança

Coisas de Criança é...Brincar

Coisas de Criança é...Brincar
Contos, poesias,brincadeiras tradicionais, cantos e cantigas de roda, para gente miúda e graúda, desde que deixe a criança que existe em você se soltar.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

MENSAGEM DA CRIANÇA





Mensagem da Criança
 
Dizes que sou o futuro.
Não me desampares no presente.
Dizes que sou a esperança da paz:
Não me induzas a guerra.
Dizes que sou a promessa do bem:
Não me confies ao mal.
Ensina-me o trabalho e a humildade,
O desolamento e o perdão.
Compadece-te de mim e orienta-me
Para que eu seja bom e justo.
Corrija-me enquanto é tempo,
Ainda que eu sofra...
Ajuda-me hoje para que amanhã
Eu não te faça chorar.
 
                       Desconheço o autor

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Banho de chuva



  

Quem não gosta de um banho de chuva?
Chuva de verão, banhar o  corpo e alma
Correr, pular, escancarar a boca para o alto
É tão bom, chutar poças d’água.
 
Para que fugir dela?
Não tomamos banho de mar?
Não em tempestade ventosa
Ou em chuva  ácida, poluída.
Deixa a chuva  molhar ,
Escorregar pelos cabelos...
Não tenhas medo,
Experimente, é bom!
 

   Dora Duarte

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

A Baratinhosa


 

               Era uma vez uma barata cascuda, que não queria se casar, queria mais era atentar a dona de casa, sabe-se lá do que ela estava sobrevivendo dentro do guarda-roupa, pois não aparecia nada, ruído nenhum, só cocozinho preto. Vez em quando, depois de uma limpeza, de uma tempestade de spray, numa batalha de sobrevivência, ela quase asfixiada pensava:

      he he he, ufa, foi  por pouco essa, to zonzinha, mas to aqui leve livre e solta! Ai ai, nem me pega, nem me mata!

 Fazia pouco caso da dona da casa...

Certo dia, a dona da casa, e do guarda-roupa, resolveu pegar uma caixa baú para rever umas fotos antigas. Quando abriu... Surpresa! Cheio de bostinha, e um friviado (barulhinho) danado, ela tentando se esconder.. .Como? Quase não havia brecha!

A senhora tinha  nojo sim, medo não, foi mexendo devagar para ver se avistava a dita cuja  Mexeu, mexeu e nada!

Pegou o spray à base de citronela, próprio também para barata (assim constava no rótulo), sem dó nem piedade espirrou... Colocou a caixa no chão, mexeu nas fotos e nada de barata, virou  de cabeça pra baixo, nada...

 

 Procurou-a no chão, nada quando olhou...Surpresa! A barata, nas suas pernas batendo as asinhas, parecia que estava morrendo de rir da senhora.

A dona da casa , do guarda-roupa e da caixa baú de fotos, perdeu a paciência, deu uma sacudida na perna, ela caiu  ciscando de costa no chão , com as mãozinhas postas, parecia que estava rezando e...

Plaft, chinela nela, foi o único jeito de vê-la dar um último suspiro, com as patinhas postas como se estivesse rezando, com cara cínica de riso.

 

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Minha primeira boneca


                                                               Monólogo editado
                          
 Ah como era feia a minha boneca! Feia, muito feia!

Não era uma boneca qualquer, como as bonecas de lojas: bonecas de porcelana rosada, com vestidos de cetim. Ou aquelas de marcas famosas, feitas de um material róseo cheirando a coisa nova.

Já a minha, foi comprada na feira. Uma boneca de pano grosseiro, de algodão cru, vestido de chita. Mas era a minha boneca Hosana querida. Minha amiguinha inseparável.

Ela não tinha os olhos azuis brilhantes, nem cílios longos. Tinha olhos pretos, boca vermelha, feitos de linha de bordado. Eram olhos e boca, já tão desbotados!

A boca, então, não tinha traços delicados. As pernas eram compridas sem curvas, sem joelhos, sem pé e sem dedos. Mas era a minha boneca.

Seu corpo desengonçado sem formas perfeitas...! Seus braços então, tais quais as pernas.  Mas era a minha boneca que eu gostava. Ah, e como dela eu me orgulhava!

Eu sempre pensava: “Já que ela não tem beleza, vou fazer mais e mais vestidos de retalhos de tecidos finos, para, de vez em quando, transformá-la”.

Ganhei uma caixa usada, de charutos, e usei como baú para guardar suas roupinhas. Em pouco tempo já era uma coleção.

Troca daqui, troca dali, enfeitava Hosana. Mas era só isso que eu conseguia: Enfeitá-la!

O tempo passou! Outras bonecas mais vistosas eu ganhei. Mas nunca abandonei a minha boneca feiosa.

Um fatídico dia, vendo bonecas que dormiam e choravam nos braços de ricaças meninas, pensei numa ideia, tampouco brilhante: “Se minha Hosana não chora e nem dorme, posso fazê-la beber”.

E foi com esse pensamento inocente, que eu vi mais que de repente, minha boneca Hosana “morrer”. Com sua carinha de mofo pintada, mais feia estava. Mas era a minha boneca!

Perdi... A enterrei numa cova, lá no fundo do meu quintal, com todas as honra e choros, e um adeus a minha primeira boneca.


                                                  Dora Duarte

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

O pote encantado



Além do arco-íris existe,
Um pote de ouro encantado,
Quem não cobiça tem acesso,
Por acaso é encontrado.

Quem cobiça não tem sucesso,
 Vê ao longe, perto é só miragem,
Quando volta, volta lamentando,
De ter  em vão feito a viagem.

Sêde como criança inocente
Que sonha livremente, viaja,
Numa viagem imaginária
Acha, toca
 o pote encantdo
E na magia to toque
O ouro não é ouro,
É a própria  felicidade.
Dora Duarte

terça-feira, 24 de julho de 2012

Querer é poder


            Querer  é poder
               (Para recordar)
Eu posso ir aonde eu quiser
Rabiscos em algum papel

Chegar bem perto das estrelas e tocar o céu
Sonhando eu posso ser um rei
Quem sabe até um super-star
É só deixar a porta aberta pra ilusão entrar
Eu posso até falar com Deus
De noite em minha oração
E caminhar por entre nuvens feitas de algodão
Eu posso tudo que eu quiser

É só querer acreditar se eu fechar bem forte os olhos
E quiser sonhar
Sonho meu, sonho meu
Tudo pode acontecer
É só acreditar na vida acreditar na sorte
E tudo pode ser
Sonho meu, sonho meu
Eu posso tudo que eu sonhar
Se eu levar a vida a sério
Se eu fizer direito
Se eu acreditar

Xuxa e José Augusto

terça-feira, 17 de julho de 2012

AH que saudade da minha infância querida



                    Ah que saudade da minha infância querida...


...De repente, me deu uma vontade grande de voltar no tempo, de virar criança de novo.


 Criança faz tudo o que quer, não precisa dar muitas satisfações. Se está com fome, alguém vem dar comida. Se quer dormir, alguém coloca na cama. Alguém veste, dar banho, alguém escova os dentes. Alguém busca água.Alguém arruma a bagunça de brinquedos, alguém leva para passear, alguém penteia o cabelo. Alguém sempre faz alguma coisa para criança estar sempre satisfeita e cuidada.


                Então, assim, sem mais nem menos  a gente cresce. Um pouco que seja até poder alcançar a torneira da pia, como se isso fosse um grande crescimento, e já vai perdendo as mordomias. Comeu tudo? Colocou o prato na pia? Fez a lição?Estudou?  Tomou banho? Limpou  o seu quarto? Colocou seu material na mochila? E as orelhas, passou  cotonete? Penteou o cabelo?Escovou os dentes? Ligou para sua tia que faz aniversário? Separou os filmes para devolver na locadora? Pôs o seu tênis lá fora? E isso? E aquilo? E aquilo outro?


                E a cobrança não para nunca mais.


Quanto mais a gente cresce, tem sempre mais coisas para fazer.


Acho que eu era feliz e não sabia. Eu queria crescer e crescer e agora, pensando bem, seria bom encolher, encolher...Voltar a ser criança...

O meu amigo Tuik me explicou sobre isto, que alívio...

                ...Então voltei a ser criança, e entendi que ainda era criança e que todo  mundo pode voltar a ser criança a qualquer momento, ou crescer e envelhecer, e que tudo depende da gente, da nossa mente, que sempre é o que a gente gostaria que fosse ─ mesmo que o mundo não pense assim.
Textos extraídos do livro infantil ”Tuik o amigo imaginário” de Marina Pechlivanis






terça-feira, 10 de julho de 2012

Menina Maria


A virgem menina

Bebê  rosado,

 Rostinho imaculado

Oh pequenina,

Maria menina

 Que cedo ainda

 Fez milagres

Com aval de Deus

Não sabia que um dia

Ao ser jovem seria

A mãe do Messias

Que iluminado nasceu.

Dora Duarte

quarta-feira, 27 de junho de 2012

É tempo de festas juninas

Chegou a hora da fogueira
Que é noite de S. João
O céu fica todo iluminado
Fica o céu todo estrelado 
Pintadinho de balão.
Pensando na cabloca a noite inteira
Também fica uma fogueira
Dentro do meu coração
Quando eu era pequenino de pé no chão
Eu cortava papelzinho pra fazer balão
O balão ia subindo para além da escuridão
Quadrinha:
Santo Antônio casa,
São João batiza,
Para entrar no céu,
São Pedro autoriza

domingo, 3 de junho de 2012

O pequeno cantor rouxinol esquecido


            O pequeno cantor o “rouxinol” esquecido.

                           (ídolo da minha infância)

            Quem não se lembra dessa época? Quem tem mais de cinquenta anos e viveu uma infância gloriosa e teve o privilégio de “segurar vela” para a irmã mais velha,quando a diversão maior era ir  ao cinema com o namorado, deve ter conhecido este pequeno e grande cantor.De voz afinadíssima de passarinho, um rouxinol, que ecoava longe, um dom divino. Encantava multidões.  Foi um sucesso em vários países, deixava adultos e crianças de queixos caídos.

            José Jimenéz hernádez (Joselito). Nasceu em 11 de fevereiro de 1943 em Beas de Segura,Jaén Espanha , era de origem pobre, foi descoberto por pessoas influentes e o seu apogeu maior  foi quando  lançado como protagonista no mundo cinematográfico na década de 50. Dos seus 15 filmes os mais famosos foram: “El pequenõ ruisenõr”,( O pequeno rouxinol 1956) ,“Saeta del ruisenõr”(Salmo do rouxinol(1957), “Éscucha mi cancion”(Escuta minha canção 1958) “El ruisenõr de las cumbres”( O Rouxinol da montanha 1957) e por aí vai...

            Como menino, o tempo é cruel com voz masculina, como o sucesso estava na belíssima voz, límpida como água cristalina, na adolescência, engrossou, nunca mais foi a mesma. Fez alguns sucessos, mas não foi adiante. Lamentavelmente.

            O momento presente dele? Prefiro pular, prefiro lembrar-se daquele menino que me emocionou muito e ainda  emociona, que o tempo esqueceu dele. Descobri recentemente na net que podemos assistir filmes dele, cheio de belíssimas canções, que ele impressiona qualquer um que goste de músicas românticas espanholas.

             Parabéns meu pequeno ídolo passarinho rouxinol ! Você nem tem noção da grandiosidade que sua voz foi capaz de fazer, ecoar tão longe neste meu Brasil, Num cinema, numa esquina qualquer de um bairro, numa cidade do Nordeste, fez escorrer dos meus olhos atentos, lágrimas de emoção, sem me importar se a irmã com o namorado na última fila (eu na primeira) se estavam beijando ou não. Até hoje me emociono, ao descobrir, após cinquenta anos sem ouvi-lo e sem vê-lo, é bom demais. Recordar é viver momentos inesquecíveis.

                                       Dora Duarte


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