Coisas de Criança

Coisas de Criança é...Brincar

Coisas de Criança é...Brincar
Contos, poesias,brincadeiras tradicionais, cantos e cantigas de roda, para gente miúda e graúda, desde que deixe a criança que existe em você se soltar.

domingo, 26 de maio de 2013

Meu balãozinho azul (CANTIGA)


                                                                Dora Duarte
 
Meu balãozinho azul
Como uma estrela no céu se tornou
Fazendo caravana ao vento,
O meu balão se incendiou.
 
É uma história  muito triste de saudade
Sobre as cinzas deste meu balão
Foi um romance que desfez em chamas
Foi uma história de uma paixão...

 
NB: foi uma história....Antigamente se soltava balão, era bonito no céu, mas fazia estrago no chão. Agora é proibido, não solte mais balão.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Sonho de menina( Cecília Meireles)




                       
                                                                  
Sonhos da menina
A flor com que a menina sonha
está no sonho?
ou na fronha?
Sonho
risonho:
O vento sozinho
no seu carrinho.
De que tamanho
seria o rebanho?
A vizinha
apanha
a sombrinha
de teia de aranha . . .
Na lua há um ninho
de passarinho.
A lua com que a menina sonha
é o linho do sonho
ou a lua da fronha?
                                                                       By: Dora Duarte

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Homenagem às Mães

 
 

 
 

domingo, 28 de abril de 2013

Conversa de Criança



Conversa de criança

Situação:  flagrantes de  diálogos entre uma menina aparentando 6 anos e o menino 5 anos .

Estávamos  aguardando na plateia para assistir a encenação da Campanha da Fraternidade, cujo tema era sobre os jovens e Paixão de Cristo atrás de mim, duas crianças inquietas e muito conversadoras.

No palco, a equipe montando as últimas partes do cenário de portas e sacadas. Os dois:

 O menino-  :Veja, veja a casinha do lobo mau e de Jesus!

A menina:  : Não, é a casinha  da vovó e do lobo, a casinha de Jesus é invisível!

 

Quando começou o espetáculo eles já estavam impacientes, conversavam muito, mas por causa dos ruídos,eu escutava  uma frase aqui, outra ali.

Começou a encenação, ouve um quadro sobre os jovens do AT, trechos da bíblia.

Duas mulheres disputando uma criança e vão até o Imperador para ele resolver a questão. Ele pra finalizar a discussão das duas, quem fica com a criança ? Ameaça parti-la ao meio.

Os dois prestando atenção,  horrorizados pergunta a mãe:

O Imperador vai partir a criança de verdade?!  A mãe:

Preste atenção ao invés de fazer pergunta. Um deles disse:

─Agora não,mas, pode ter acontecido de verdade.

Outra cena: Um voz chamando Samuel por várias vezes e ele se levanta do leito:”chamou meu pai?” A menina:

Que fantasma chato, chama e some!!!!

Por fim, a cena da crucificação: Jesus sendo pregado na cruz, gritando de dor, o sangue escorrendo na túnica branca. O menino...

É sangue, mas não é de gente, é de galinha!  A menina:

Não é sangue de nada, e molho pomarola.!!!

 

Alguém deve ter falado  à ela antes, para não assustar

 

              Dora Duarte

 

 

sábado, 20 de abril de 2013

Competividade


 
 
De tanto brigarem pela boneca

 Deixaram a pobrezinha quase rasgada

Depois a bola, hora abandonada,

Brincaram também com a peteca...

O tempo passou...

Nem  pela boneca

 Nem pela bola,

 Nem pela peteca

 Não mais brigaram

Agora a disputa é,..

Pelo computador.

                      Dora Duarte
reeleitura da poesia "A Boneca"de Olavo Bilac

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Olha o pirulito!

                                           
                                                
 O  lha o pirulito!
Gritava o menino pela rua
Hoje não se vê mais
Nem pirulito, nem grito,
Nem caramelo na panela
Nem pra vender, nem pra dar...
Ninguém mais faz,
Só na memória do tempo
Tempo que não volta mais.

                                             Dora Duarte


terça-feira, 2 de abril de 2013

A Menina que queria o Sol (conto)

                                                                       imagem do google

             A menina que queria o Sol

Isabele, cansada de tanto ver chover, sem chance de brincar, pois sua mãe sempre falava “brincar lá fora só com dia de sol”. Ela não se conformava de ver seu belo jardim pela janela do seu quarto, ver as goteiras fortes sem poder sair, andar de bicicleta, brincar com seu cãozinho Tofer.

Já estava enjoada de ficar dentro de casa após ás aulas; brincava de bonecas, desenhava e o tempo chuvoso, nem um raiozinho de sol. Ela perguntou à sua mãe:

Mamãe, por que o sol não vem, onde ele está que não dar as caras, estou de saco cheio de tanta chuva?

Isabele minha filha, não fale assim da chuva, faz parte da natureza, chover para as plantas, árvores, hortas, para produção de grãos, o alimento nosso de cada dia ,a florada e termos água no solo.

Mas, tantos dias assim? Eu quero sooooooooooool !!!!.

Tenha paciência, logo ele vai  aparece r por aqui.

Passou dias e mais dias de muita chuva e temporal, triste Isabele começou a desenhar o sol de tudo o que é maneira: carrancudo, dormindo, sorrindo... E foi colando na parede do seu quarto.

A sua mãe quando viu os desenhos ficou encantada e elogiou a filha:

Que lindo Isabele, quem sabe assim o sol fica contente e dar o ar da graça de aparecer.

Com isso, foi se alegrando, vendo a sua obra de arte se expandir. Imaginava que assim podia matar o tempo e aconteceu mesmo.

Numa manhã de sábado, acordou com o canto dos passarinhos na ameixeira junto a sua janela, abriu seus  olhos  de brechinhas, lentamente , sentiu o os raios de sol no seu rosto, abriu um belo sorriso e agradeceu a Deus pelo aquele belo amanhecer, percebeu então, as primeiras flores daquela árvore que dava fruto e agradeceu também pela chuva causadora de brotar o verde no seu jardim.

E chuva você também é bem vinda, mas não com muito exagero.

Dora Duarte

sábado, 23 de março de 2013

O CASAMENTO DA VASSOURA (conto)

                                                                             imagem do google
O CASAMENTO DA VASSOURA

(Marlene B. Cerviglieri)

 

Ali guardadinha estava a vassoura num cantinho do armário. Às vezes a tiravam e dançava muito pela casa ou quintal, ficando até tonta de tanto ir pra lá e pra cá. Mas depois ficava no cantinho até tristonha mesmo. Um dia, porém, ouviu uma vozinha que a chamava:
- Dona Vassoura, oh dona vassoura está me ouvindo?
- Sou eu, a dona Pazinha aqui do outro lado.
- Sim, estou ouvindo - disse a Vassoura até meio assustada.
- Tenho um recado para a senhora, do senhor Rodo.
- De quem?
- É do senhor Rodo.
- Ele mandou lhe dizer que gostaria de casar com a senhora!
- O que devo responder a ele?
- Ora - disse a Vassoura, pega de surpresa - Eu casar com o senhor Rodo?
- É sim. Pense e depois me dê a resposta, é só me chamar.
Dona Vassoura ficou inquieta, pensou, pensou...
- Sozinha aqui pelo menos vou ter um companheiro, nada tenho a perder, até que ele é bem simpático pois já o vi algumas vezes brincando na água.
Mais tarde a noitinha dona Vassoura chamou dona Pazinha e disse-lhe:
- Bem diga a ele que aceito, mas como será o que vamos fazer?
- Não se preocupe nós vamos arranjar tudo para o casamento.
E assim foi.
Fizeram, primeiro, a lista dos padrinhos e convidados.
- Ouça dona Vassoura, os padrinhos de seu casamento serão: o senhor Balde e eu. As daminhas serão as Flanelinhas que estão todas felizes pelo evento.
- O senhor Papel Higiênico ficou de enfeitá-la e fará uma grinalda bem linda, ele prometeu.
- O ambiente será todo perfumado pois, os Senhores Desinfetantes se incumbirão de fazê-lo. - No mais, todos os outros moradores deste armário vão contribuir. Os senhores Panos de Chão, os Tapetes, até o Sr Desentupidor irá colaborar.
- Pelo jeito já está tudo combinado, não é mesmo dona Pazinha?
- É sim. Vamos marcar para a próxima noite, certo?
- Sim, combinado.
A noite veio e o casamento foi realizado com muita simplicidade. Dona vassoura toda enfeitada. O noivo, Senhor Rodo, com a ajuda do Senhor Pano de Chão, estava muito bem enrolado, muito elegante.
Os convidados estavam felizes e a festa foi até de madrugada.
No dia seguinte, quando foi aberto o armário, estava tudo diferente!
- O que aconteceu aqui? Pensou a dona da casa...
A vassoura toda enfeitada de papel higiênico, o rodo fora do lugar...
Fechou a porta do armário e esqueceu o assunto, mas que era estranho era...
Lá dentro os convidados começavam acordar da festa de ontem, ou seja, do casamento da Vassoura...

 
                                         Postado por Dora Duarte
 

 

sexta-feira, 15 de março de 2013

Simplicidade de Maria(poesia)


              
                              
Candura de menina,

Caminha com pequenos passos

Entre flores primaveris,

Em perfeita harmonia
 

Olhar de pureza à natureza.

Ora despertados com alegria

Seus cincos sentidos

Em formas de aprendizado...

No pequenino mundo de Alice

Peixinho é peixão,

Florzinha  é” Florzona”

Isto pensa sua cabecinha,

E o coração em sintonia

Na simplicidade dela

Simplicidade de  Maria .

                                                                    
                                                                      Dora Duarte

 

 

quarta-feira, 13 de março de 2013



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