Coisas de Criança

Coisas de Criança é...Brincar

Coisas de Criança é...Brincar
Contos, poesias,brincadeiras tradicionais, cantos e cantigas de roda, para gente miúda e graúda, desde que deixe a criança que existe em você se soltar.

terça-feira, 25 de junho de 2013

SOLDADINHO E CHUMBO


     


    Era uma vez vinte e cinco soldados de chumbo, todos irmãos, porque tinham sido todos feitos da mesma colher de cozinha. Tinham armas aos ombros e olhavam em frente, muito elegantes nos seus uniformes encarnados e azuis. — Soldados de chumbo! — foi a primeira coisa que ouviram neste mundo, quando levantaram a tampa da caixa onde estavam.

     Um rapazinho tinha dado esse grito e batido as palmas; tinham-lhos dado como prenda de anos, e ele colocou-os em cima de uma mesa. Os soldados eram todos iguais uns aos outros — excepto um, que só tinha uma perna; fora o último a ser moldado e já não havia chumbo que chegasse. No entanto, mantinha-se de pé tão bem como os outros que tinham duas pernas, e é ele o herói desta história.

     Na mesa onde os colocaram havia muitos outros brinquedos, mas aquele em que se reparava logo era um castelo de papel. Pelas suas janelinhas via-se o interior das salas. À frente havia pequenas árvores à volta de um pedaço de espelho, a fingir que era um lago. Cisnes de cera pareciam flutuar na sua superfície e olhavam para o seu reflexo. Toda a cena era um encanto, mas o mais bonito de tudo era uma menina que estava à porta; também ela era feita de papel, mas tinha uma fina saia de musselina, uma estreita fita azul cruzada nos ombros, como se fosse um xaile, presa por uma brilhante lantejoula quase do tamanho da cara. A encantadora criaturinha tinha os braços estendidos, porque era uma bailarina; tinha mesmo uma perna tão levantada que o soldado de chumbo nem conseguia vê-la; então ele pensou que ela só tinha uma perna, tal como ele.

"Ora aí está a mulher que me convém", pensou ele. "Mas é tão importante; ela vive num castelo, e eu tenho uma caixa... e estamos vinte e cinco lá dentro! Não há espaço para ela, com certeza. Mas posso tentar conhecê-la."

Então, deitou-se ao comprido atrás de uma caixa de rapé que estava em cima da mesa; daí podia ver bem a dançarina de papel, que continuava de pé numa só perna sem perder o equilíbrio.

 

Quando anoiteceu, todos os outros soldados de chumbo foram guardados na caixa e as crianças foram para a cama. Nessa altura, os brinquedos começaram a brincar; jogaram às visitas, às escolas, às batalhas e às festas. Os soldados de chumbo chocalhavam na caixa, porque também queriam brincar, mas não conseguiam levantara tampa. Os quebra-nozes davam cambalhotas e a pena da ardósia rangia a escrever; o barulho era tanto que o canário acordou e se meteu na conversa — melhor ainda, fê-lo em verso. Os dois únicos que não se mexeram foram o soldado de chumbo e a pequena bailarina; ela continuava apoiada na ponta do pé, com os braços estendidos; ele parado firmemente na sua única perna, sem nunca tirar os olhos dela.

O relógio bateu a meia-noite. Crac! — a tampa da caixa de rapé abriu-se e saltou de lá de dentro um duendezinho negro. Não havia rapé dentro da caixa — afinal era um truque, um boneco que saltava de uma caixa.

— Soldado de chumbo! — guinchou o duende. — Deixa de olhar para ela!

Mas o soldado de chumbo fingiu não ouvir.

— Muito bem, então amanhã vais ver! — disse o duende.

Quando amanheceu e as crianças se levantaram outra vez, puseram o soldado de chumbo no parapeito da janela. Pode ter sido culpa do duende, ou talvez de uma corrente de ar — seja como for, a janela abriu-se de repente, e o soldado de chumbo caiu da altura de três andares para a rua. Foi uma queda terrível! A perna apontava para cima, tinha a cabeça para baixo, e acabou por ficar com a baioneta espetada entre as pedras da calçada.

A criada e o rapazinho foram para a rua à procura dele, mas, embora quase o pisassem, não conseguiram vê-lo. Se ele tivesse gritado: "Estou aqui!", tê-lo-iam encontrado facilmente, mas ele achou que não era um comportamento correto começar a gritar estando fardado.

 

  Depois, começou a chover; caíam grossas pingas — era um valente aguaceiro. Quando acabou, passaram por ali dois rapazitos da rua.

— Olha! Disse um deles. — Está aqui um soldado de chumbo. Vamos metê-lo num barco.

Fizeram um barco de papel de jornal, puseram o soldado de chumbo no meio e fizeram-no deslizar pela valeta cheia de água. Lá foi ele a toda a velocidade e os dois rapazitos corriam a seu lado a bater palmas. Meu Deus, que grandes ondas havia naquela valeta, que marés! Tinha sido uma grande chuvada. O barco de papel balançava para baixo e para cima, por vezes andando às voltas, até o soldado de chumbo ficar completamente tonto. Mas manteve-se firme como sempre, sem mexer um músculo, sempre a olhar em frente e com a arma ao ombro.

De repente, o barco entrou num túnel. Oh, como estava escuro, tão escuro como na caixa lá em casa!

"Para onde irei agora?", pensou o soldado de chumbo. "Sim, isto deve ser obra do duende. Ah! Se ao menos a jovem estivesse aqui no barco comigo, não me importava que a escuridão fosse duas vezes maior."

Subitamente, da sua casa no túnel, saiu uma grande ratazana da água.

— Tens passaporte? — perguntou. — Não podes entrar sem passaporte!

Mas o soldado de chumbo não disse uma palavra; limitou-se a segurar a arma ainda com mais força. O barco seguiu em frente, e, atrás dele, a ratazana, a persegui-lo. Ai! Como ela rangia os dentes e gritava para os paus e palhas que boiavam na água:

— Obriguem-no a parar! Agarrem-no! Não pagou a portagem! Não mostrou o passaporte!

Mas nada conseguia fazer parar o barco, porque a corrente era cada vez mais forte. O soldado de chumbo avistou a luz do dia no fim do túnel, mas, ao mesmo tempo, ouviu um rugido que bem podia ter assustado o homem mais valente. Imaginem! Mesmo no fim do túnel, a corrente desembocava num grande canal. Era tão terrível para ele como seria para nós um mergulho numa gigantesca queda de água.

Mas como podia ele parar? Já estava perto da beira. O barco continuou a sua corrida, e o pobre soldado de chumbo aguentou-se o mais firme possível — ninguém podia dizer que tivesse piscado um olho.

De repente, o pequeno barco rodopiou três ou quatro vezes e encheu-se de água até acima; que podia acontecer senão afundar-se?! O soldado de chumbo ficou de pé, com água até ao pescoço; o barco afundava-se cada vez mais, com o papel a ficar todo mole, até que, por fim, a água cobriu a cabeça do soldado de chumbo. Ele pensou na linda bailarina que nunca mais veria e lembrou-se da letra de uma canção:

Em frente, em frente, soldado do império!
Não receies o perigo nem o cemitério!

Depois, o barco de papel desfez-se completamente.

O soldado de chumbo caiu e foi logo engolido por um peixe.

Oh, como estava escuro na barriga do peixe! Ainda era pior do que o túnel e muito mais apertado. Mas a coragem do soldado de chumbo manteve-se inalterável; lá ficou, firme como sempre, ainda de arma ao ombro. O peixe nadava que nem um louco,virava-se e revirava-se, e depois ficou absolutamente quieto. Qualquer coisa luziu como um relâmpago — e então tudo à sua volta ficou claro como o dia e uma voz gritou:

— O soldado de chumbo!

O peixe tinha sido pescado, levado para a praça, vendido e levado para a cozinha, onde a cozinheira o cortara com uma grande faca. Pegou no soldado, segurando-o pela cintura com o polegar e o indicador, e levou-o para a sala, para que toda a família visse a extraordinária personagem que tinha viajado dentro do peixe. Mas o soldado de chumbo não se sentia nada orgulhoso. Puseram-no de pé em cima da mesa e então — bem, o mundo é assim mesmo! — ele viu que estava na mesma sala onde as suas aventuras tinham começado; lá estavam as mesmas crianças; lá estavam os mesmos brinquedos; lá estava o belo castelo de papel com a graciosa bailarina à porta. Continuava apoiada num perna, com a outra bem levantada no ar. Ah! Ela também era firme! O soldado de chumbo estava profundamente comovido; gostaria de ter chorado lágrimas de chumbo, mas isso não era comportamento de um soldado. Olhou para ela, e ela olhou para ele, mas não trocaram uma palavra.

E então aconteceu uma coisa estranha. Um dos rapazinhos pegou no soldado de chumbo e atirou-o para a lareira. Não tinha qualquer motivo para fazer isto; deve ter sido outra vez culpa do duende da caixa de rapé.

O soldado de chumbo ficou emoldurado pelas chamas. O calor era intenso, mas se vinha do lume ou do seu amor ardente ele não sabia. As suas cores brilhantes já tinham desaparecido — mas se tinham sido lavadas pela água durante a viagem ou pelo seu desgosto ninguém sabia. Olhou para a linda bailarina, e ela olhou para ele; sentiu que estava a derreter-se, mas continuou firme, de arma ao ombro. Subitamente, a porta abriu-se; uma aragem apanhou a bailarina de papel, que voo como uma sílfide direitinha à lareira e ao soldado de chumbo, que a esperava; aí se transformou numa chama e desapareceu.

O soldado também derreteu rapidamente, ficando reduzido a um montinho de chumbo; e no dia seguinte, quando a criada limpou a lareira, encontrou-o entre as cinzas — do feitio de um coraçãozinho de chumbo. E a bailarina? Dela só encontraram a lantejoula, preta como a fuligem.

Hans Christian Andersen


domingo, 26 de maio de 2013

Meu balãozinho azul (CANTIGA)


                                                                Dora Duarte
 
Meu balãozinho azul
Como uma estrela no céu se tornou
Fazendo caravana ao vento,
O meu balão se incendiou.
 
É uma história  muito triste de saudade
Sobre as cinzas deste meu balão
Foi um romance que desfez em chamas
Foi uma história de uma paixão...

 
NB: foi uma história....Antigamente se soltava balão, era bonito no céu, mas fazia estrago no chão. Agora é proibido, não solte mais balão.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Sonho de menina( Cecília Meireles)




                       
                                                                  
Sonhos da menina
A flor com que a menina sonha
está no sonho?
ou na fronha?
Sonho
risonho:
O vento sozinho
no seu carrinho.
De que tamanho
seria o rebanho?
A vizinha
apanha
a sombrinha
de teia de aranha . . .
Na lua há um ninho
de passarinho.
A lua com que a menina sonha
é o linho do sonho
ou a lua da fronha?
                                                                       By: Dora Duarte

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Homenagem às Mães

 
 

 
 

domingo, 28 de abril de 2013

Conversa de Criança



Conversa de criança

Situação:  flagrantes de  diálogos entre uma menina aparentando 6 anos e o menino 5 anos .

Estávamos  aguardando na plateia para assistir a encenação da Campanha da Fraternidade, cujo tema era sobre os jovens e Paixão de Cristo atrás de mim, duas crianças inquietas e muito conversadoras.

No palco, a equipe montando as últimas partes do cenário de portas e sacadas. Os dois:

 O menino-  :Veja, veja a casinha do lobo mau e de Jesus!

A menina:  : Não, é a casinha  da vovó e do lobo, a casinha de Jesus é invisível!

 

Quando começou o espetáculo eles já estavam impacientes, conversavam muito, mas por causa dos ruídos,eu escutava  uma frase aqui, outra ali.

Começou a encenação, ouve um quadro sobre os jovens do AT, trechos da bíblia.

Duas mulheres disputando uma criança e vão até o Imperador para ele resolver a questão. Ele pra finalizar a discussão das duas, quem fica com a criança ? Ameaça parti-la ao meio.

Os dois prestando atenção,  horrorizados pergunta a mãe:

O Imperador vai partir a criança de verdade?!  A mãe:

Preste atenção ao invés de fazer pergunta. Um deles disse:

─Agora não,mas, pode ter acontecido de verdade.

Outra cena: Um voz chamando Samuel por várias vezes e ele se levanta do leito:”chamou meu pai?” A menina:

Que fantasma chato, chama e some!!!!

Por fim, a cena da crucificação: Jesus sendo pregado na cruz, gritando de dor, o sangue escorrendo na túnica branca. O menino...

É sangue, mas não é de gente, é de galinha!  A menina:

Não é sangue de nada, e molho pomarola.!!!

 

Alguém deve ter falado  à ela antes, para não assustar

 

              Dora Duarte

 

 

sábado, 20 de abril de 2013

Competividade


 
 
De tanto brigarem pela boneca

 Deixaram a pobrezinha quase rasgada

Depois a bola, hora abandonada,

Brincaram também com a peteca...

O tempo passou...

Nem  pela boneca

 Nem pela bola,

 Nem pela peteca

 Não mais brigaram

Agora a disputa é,..

Pelo computador.

                      Dora Duarte
reeleitura da poesia "A Boneca"de Olavo Bilac

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Olha o pirulito!

                                           
                                                
 O  lha o pirulito!
Gritava o menino pela rua
Hoje não se vê mais
Nem pirulito, nem grito,
Nem caramelo na panela
Nem pra vender, nem pra dar...
Ninguém mais faz,
Só na memória do tempo
Tempo que não volta mais.

                                             Dora Duarte


terça-feira, 2 de abril de 2013

A Menina que queria o Sol (conto)

                                                                       imagem do google

             A menina que queria o Sol

Isabele, cansada de tanto ver chover, sem chance de brincar, pois sua mãe sempre falava “brincar lá fora só com dia de sol”. Ela não se conformava de ver seu belo jardim pela janela do seu quarto, ver as goteiras fortes sem poder sair, andar de bicicleta, brincar com seu cãozinho Tofer.

Já estava enjoada de ficar dentro de casa após ás aulas; brincava de bonecas, desenhava e o tempo chuvoso, nem um raiozinho de sol. Ela perguntou à sua mãe:

Mamãe, por que o sol não vem, onde ele está que não dar as caras, estou de saco cheio de tanta chuva?

Isabele minha filha, não fale assim da chuva, faz parte da natureza, chover para as plantas, árvores, hortas, para produção de grãos, o alimento nosso de cada dia ,a florada e termos água no solo.

Mas, tantos dias assim? Eu quero sooooooooooool !!!!.

Tenha paciência, logo ele vai  aparece r por aqui.

Passou dias e mais dias de muita chuva e temporal, triste Isabele começou a desenhar o sol de tudo o que é maneira: carrancudo, dormindo, sorrindo... E foi colando na parede do seu quarto.

A sua mãe quando viu os desenhos ficou encantada e elogiou a filha:

Que lindo Isabele, quem sabe assim o sol fica contente e dar o ar da graça de aparecer.

Com isso, foi se alegrando, vendo a sua obra de arte se expandir. Imaginava que assim podia matar o tempo e aconteceu mesmo.

Numa manhã de sábado, acordou com o canto dos passarinhos na ameixeira junto a sua janela, abriu seus  olhos  de brechinhas, lentamente , sentiu o os raios de sol no seu rosto, abriu um belo sorriso e agradeceu a Deus pelo aquele belo amanhecer, percebeu então, as primeiras flores daquela árvore que dava fruto e agradeceu também pela chuva causadora de brotar o verde no seu jardim.

E chuva você também é bem vinda, mas não com muito exagero.

Dora Duarte

sábado, 23 de março de 2013

O CASAMENTO DA VASSOURA (conto)

                                                                             imagem do google
O CASAMENTO DA VASSOURA

(Marlene B. Cerviglieri)

 

Ali guardadinha estava a vassoura num cantinho do armário. Às vezes a tiravam e dançava muito pela casa ou quintal, ficando até tonta de tanto ir pra lá e pra cá. Mas depois ficava no cantinho até tristonha mesmo. Um dia, porém, ouviu uma vozinha que a chamava:
- Dona Vassoura, oh dona vassoura está me ouvindo?
- Sou eu, a dona Pazinha aqui do outro lado.
- Sim, estou ouvindo - disse a Vassoura até meio assustada.
- Tenho um recado para a senhora, do senhor Rodo.
- De quem?
- É do senhor Rodo.
- Ele mandou lhe dizer que gostaria de casar com a senhora!
- O que devo responder a ele?
- Ora - disse a Vassoura, pega de surpresa - Eu casar com o senhor Rodo?
- É sim. Pense e depois me dê a resposta, é só me chamar.
Dona Vassoura ficou inquieta, pensou, pensou...
- Sozinha aqui pelo menos vou ter um companheiro, nada tenho a perder, até que ele é bem simpático pois já o vi algumas vezes brincando na água.
Mais tarde a noitinha dona Vassoura chamou dona Pazinha e disse-lhe:
- Bem diga a ele que aceito, mas como será o que vamos fazer?
- Não se preocupe nós vamos arranjar tudo para o casamento.
E assim foi.
Fizeram, primeiro, a lista dos padrinhos e convidados.
- Ouça dona Vassoura, os padrinhos de seu casamento serão: o senhor Balde e eu. As daminhas serão as Flanelinhas que estão todas felizes pelo evento.
- O senhor Papel Higiênico ficou de enfeitá-la e fará uma grinalda bem linda, ele prometeu.
- O ambiente será todo perfumado pois, os Senhores Desinfetantes se incumbirão de fazê-lo. - No mais, todos os outros moradores deste armário vão contribuir. Os senhores Panos de Chão, os Tapetes, até o Sr Desentupidor irá colaborar.
- Pelo jeito já está tudo combinado, não é mesmo dona Pazinha?
- É sim. Vamos marcar para a próxima noite, certo?
- Sim, combinado.
A noite veio e o casamento foi realizado com muita simplicidade. Dona vassoura toda enfeitada. O noivo, Senhor Rodo, com a ajuda do Senhor Pano de Chão, estava muito bem enrolado, muito elegante.
Os convidados estavam felizes e a festa foi até de madrugada.
No dia seguinte, quando foi aberto o armário, estava tudo diferente!
- O que aconteceu aqui? Pensou a dona da casa...
A vassoura toda enfeitada de papel higiênico, o rodo fora do lugar...
Fechou a porta do armário e esqueceu o assunto, mas que era estranho era...
Lá dentro os convidados começavam acordar da festa de ontem, ou seja, do casamento da Vassoura...

 
                                         Postado por Dora Duarte
 

 

sexta-feira, 15 de março de 2013

Simplicidade de Maria(poesia)


              
                              
Candura de menina,

Caminha com pequenos passos

Entre flores primaveris,

Em perfeita harmonia
 

Olhar de pureza à natureza.

Ora despertados com alegria

Seus cincos sentidos

Em formas de aprendizado...

No pequenino mundo de Alice

Peixinho é peixão,

Florzinha  é” Florzona”

Isto pensa sua cabecinha,

E o coração em sintonia

Na simplicidade dela

Simplicidade de  Maria .

                                                                    
                                                                      Dora Duarte

 

 
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