Larissa de cinco aninhos quando chegou na aula de natação, "emburrada, estofando as bochechas e com os braços cruzados, a professora perguntou à ela o motivo pela qual ela estava assim:
__ Que saco!!! A minha avó veio me trazer aqui e o caminho todo dizendo que eu teria que um dia para a escola aprender português...Eu lhe respondi: para que aprender se eu já sei falar português?
Coisas de Criança
Coisas de Criança é...Brincar
Contos, poesias,brincadeiras tradicionais, cantos e cantigas de roda, para gente miúda e graúda, desde que deixe a criança que existe em você se soltar.
quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014
terça-feira, 11 de fevereiro de 2014
Momento Infantil
Têm coisas que não se explicam…
Como pode uma criança tão pequena que nem saiu das fraldas ainda, se interessar pela Virgem Maria ? O Cadu é assim…
Com seu jeito travesso, não pára quieto dentro da igreja da nossa comunidade,tanto nas missas, como no grupo de oração. Ele canta, ele se alegra, ri, beija,conversa no altar com Nossa Senhora, fala "Minha mãezinha do céu", entra no sacrário… Será que só porque a mãe lhe ensinou?
Nada disso, se fosse assim ,"chuvia "crianças de todas as idades fazendo o mesmo, já que são ensinadas também., ou muitas choram, vão para fora da igreja. (O meu filho mesmo era muito inquieto… um dia saiu correndo para o altar, enfiou a cabeça entre duas pilastras e ficou preso, abriu um berreiro que assustou a todos.)
Ontem mesmo flagrei estas imagens dele e quando tentei fotografar o Cadu correndo para o sacrário, o "fofinho" voltou depressa.
Depois começou mexer no arranjo de flores, achou interessante cair as pétalas, isto com a mãe toda hora corrigindo, tirando ele de lá. Novamente volta o Cadu, na mesma direção das flores, tornou a amassar as flores. Eu que estava mais próxima dele falei:
__ Não mexa nas flores porque é de Nossa Senhora, ela fica triste!
Ele fitou-me com atenção, voltou seu olhar para imagem, foi embora e não mexeu mais.
domingo, 2 de fevereiro de 2014
Tempo de Criança
Vamos tomar banho no rio,
Hoje a tarde está tão quente!
Combina a criançada,
Que corre alegremente.
Todos saltam do barranco
Em um mergulho bem gostoso,
Mas é preciso saber
Que é muito perigoso.
Depois de cima da pedra,
Um por um enfileirado,
Cada qual por sua vez,
Mergulha mais alongado.
Mas no alto do barranco,
Com duas mãos na cintura,
Surge mamãe que está brava,
É o que dia sua expressão dura.
Ih gente que azar!
A minha mãe já descobriu
Que eu fugi para tomar banho,
Com vocês aqui no rio
Agora já estou sabendo
Que o bumbum vai esquentar,
Pois eu deveria pedir
Para vir aqui brincar.
Eu sai ligeiro
E fui para casa em disparada,
Só assim eu evitei
De levar uma palmada.
Da amiga Soeli Menezes
escritora e poetisa.
domingo, 1 de dezembro de 2013
O Burrinho e a Vaquinha ( Conto de Natal)
Quando a Criancinha dormia na manjedoura fazia lá fora um frio terrível. Maria e José procuraram pelo estábulo talos de palha e feno. Com eles cobriram a Criança para que não ficasse enregelada. Assim que ela adormeceu, Maria e José também descansaram.
Encontravam-se no estábulo uma bezerra e um burrinho. A bezerra estava ruminando, num meio cochilo, e balançava calmamente a cabeça; o burrinho porém não tinha sossego. Ora espantava uma mosca com o rabo, ora coçava o pelo cinzento com o casco. Por fim, acabou ficando de pé e se pos a trotar, dando a volta no estábulo.
Chegando perto à manjedoura ele parou. Farejou os talos que havia ali, gostou de seu cheiro, assim como gostou de encontrá-los em tão grande quantidade; e além disso , tinham até posto feno em sua manjedoura.
Calmamente ele começou a comer os talos. Nisto, soprou um vento frio sobre as finas faixas que envolviam a Criança, e esta começou a ficar enregelada. A bezerra então pos a cabeça por cima da manjedoura e bafejou sobre o Menininho seu hálito quente, para aquece-lo.
Maria acordou bem na hora em que o burrinho apanhava mais um maço de talos. Ela riu : "- Ah , burrinho , que esfomeado você é, para tirar até a palha e o feno da Criancinha que está na manjedoura." Ela coçou atrás das orelhas da bezerra e lhe disse :
"- Minha boa bezerra, quando você se tornar uma vaquinha,seu leite vai fazer com que as crianças fiquem coradas e tenham sempre saúde ".Daí por diante, durante o tempo em que ela ficou no estábulo, a bezerra recebeu muitos carinhos.
Por outro lado, quando o burrinho carregou Maria e a Criança pelas areias quentes do deserto, ele pode aprender a dominar sua gulodice, e até passando fome, contentou-se comendo os cardos espinhudos.
Conto retirado de "Lendas da Infãncia de Jesus" - Jakob Streit
sábado, 30 de novembro de 2013
Mimo formoso
Como é gratificante ter um reconhecimento daquilo que você faz...
Ganhei esta camiseta da diretora da creche(Francisca Idalina Lopes), onde conto história. Esta aplicaçao da casinha dos três porquinhos, me faz pensar: como as crianças gostam especificamente desta fábula! Seja ela narrada através do livro, seja contada oralmente, seja com bonecos fantoches,também a conto cantando ,] entao, eles adoram, vibram e cantam junto.
Já imagino no dia que vestirei,e ir lá, nao sei se eles prestarao atençao na história, ou na camiseta. Kkkkkkk
Dora Duarte
sexta-feira, 1 de novembro de 2013
Vamos brincar de roda?
Cantigas de rodas
Senhora dona Candida
Coberta de ouro e prata
Descubra o seu rosto
Que eu quero ver sua cara.
**************************
Tem, tem ,tem cocadinha
Tem, tem e eu vou la
Vem comigo, vem moreninha
Na barraquinha comprar
Ah eu entrei na roda
Para ver como se dança
Mas, eu entrei na
contra dança
E eu não sei dançar
Sete, sete são catorze
Tres vezes sete, vinte e um,
Tenho sete namorados
Mas não caso com nenhum.
Dora Duarte
sábado, 28 de setembro de 2013
Um sábado pra lá de especial
Bota especial nisto!
Fui convidada à contar história para um encontro de
catequese. Não tinha noção, nem ideia da quantidade de crianças, eram de uma
paróquia inteira,17 comunidades(igrejas), quase 300 catequizandos. Nunca vi
tantos ao mesmo tempo . Teve café da
manhã, almoço e a tarde o lanche. Foi
difícil, quase impossível controlar o barulho, até começar a cantoria e o
teatrinho de bonecos.
Sem contar os imprevistos, chuvas, atrasos, tudo isto dentro
da obra inacabada da nossa Igreja N S do Sagrado Coraçâo, com
direito a assentos para todos. Após o almoço, como chovia, surgiu brincadeira
de pega pega, era um alvoroço só, parecia um bando de andorinha sem rumo certo.
o interessante, é que a coordenadora me pediu uma história
que falasse sobre o tema: a partilha, o
dízimo, o que dificultou. Eu teria que criar em pouco tempo um conto.Foi
difícil, tive que pedir a outra contadora de história, passar o texto para ela e
eu decorar, já que era os dois bonecos fantoches articulados. Acho que conseguimos
passar a mensagem.
Ufa missâo cumprida!
Dora Duarte
domingo, 18 de agosto de 2013
A bailarina
Esta menina
tão pequenina
quer ser bailarina.
Não conhece nem dó nem ré,
mas sabe ficar na ponta do pé.
Não conhece nem mi nem fá,
mas inclina o corpo para cá e para lá.
Não conhece nem lá nem si,
mas fecha os olhos e sorri.
Roda, roda, roda, com os bracinhos no ar
e não fica tonta nem sai do lugar.
Põe no cabelo uma estrela e um véu
e diz que caiu do céu.
Esta menina
tão pequenina
quer ser bailarina.
Mas depois esquece todas as danças
e também quer dormir como as outras crianças.
( Cecília Meireles)
Homenageio aqui Maria Alice , que me fez inventar letra e música e improvisar, música que falasse de bailarina para ela dançar, cansei de cantar e ela não cansou de rodopiar.
Dança bailarina,
Dança sem parar
Sacode bracinhos e
Perninhas pra lá e pra cá.
Roda bailarina,
Rodopia no salão,
Equilibra o corpinho
Sem medo de cair no chão,
Sem soldadinho de chumbo,
Parece mais um pião.
(Dora Duarte)
sábado, 13 de julho de 2013
AS CASINHAS
As Casinhas
Casinhas de
Moluscos, ou Caranguejos?
Morava no fundo do mar
uma família de molusco, cada um na sua casinha, protegidos por um telhado de
concha dura como uma couraça. Eram todas
as casinhas de tamanhos, cores e desenhos diferentes, feitas pela própria
natureza. Papai e mamãe orientou -os para que nunca nenhum deles
fossem à tona do mar, porque todos eles eram intolerantes a claridade. Seus olhos e
corpinhos exposto à luz, poderia ser fatal.
Marisa, a molusco caçula dos seis de uma família, desobediente como ela
só, resolveu querer conhecer a luz do dia, justamente num dia de sol e calor. Antes que pudesse
retornar ligeiramente ao fundo do mar, avistou um bichinho esquisito
com uma casinha andante pra lá e prá, de um lado para o outro igual a sua.
Olhou, estranhou ele com uma coisa esquisita
tampando os olhos
Chegou ofegante,
assustada e contou tudo à família.
Disse-lhe sua mãe brava :
─Marisa, eu não falei que não era para ir no teto do mar?
─ Mas mamãe, foi uma espiada rápida, é
tão lindo o brilho do dia!
─ Não faça mais isto! Prometa!
─ Tá mamãe, eu prometo!
Marina e Marinho, dois irmãos dela, curiosos
veio conversar para saber mais detalhes da aventura da irmã:
─ Conta, conta pra gente como era o
bichinho com o tampão nos olhos?
─ Era um bichinho muito estranho, vermelho,
andava de lado com os olhos tampados com uma coisa brilhante, o raio do sol
batia nesta coisa. A casinha igual a nossa.
Os dois irmãos queriam ir também
conhecer, a irmã atiçou:
─ Ora, criem coragem e vão como fui, eu
não posso porque prometi a mamãe, mas, vocês...
Assim foram os irmãos de Marisa...
Deram de cara com o bicho esquisito,
não só um, mas uns oitos como a sua família, tudo na casinha igualmente as
suas. Viram seus olhos de antenas tampadas com uma coisa escura e olhavam para
o sol.
Os dois irmãos que muito inteligentes,
entenderam que era por isso que eles sobreviviam no sol. Voltaram e contaram a
novidade. Mais broncas receberam.
─ Papai, mamãe e se usarmos um tampão
também, vejam, há algas transparentes, podemos usar para nos proteger da luz. Temos
que reclamar das casinhas, como eles conseguem viver ali nelas igual as nossas?
Papai e Mamãe moluscos resolveram verificar
isto. Seguiram os conselhos dos filhos inteligentes. Prepararam proteção para
os olhos e a família toda foi.
Gaivotas voavam no céu sobre o mar,
gritando famintas... Nem caranguejos nem moluscos sobraram. As casinhas abandonadas
sobre a areia do mar, vez em quando as ondas brincam de casinha com elas.
Final da história: O Molusco
proprietário, o Caranguejo inquilino, à mercê dos predadores.
Dora Duarte ( Florianópolis, 13/07/2013)
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