Coisas de Criança

Coisas de Criança é...Brincar

Coisas de Criança é...Brincar
Contos, poesias,brincadeiras tradicionais, cantos e cantigas de roda, para gente miúda e graúda, desde que deixe a criança que existe em você se soltar.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Sapatinho de brinquedo



Este foi meu um dia,

Nem lembrava, mas brincava...

Era a minha alegria,

Não sei com que eu troquei

Com a minha primeira irmã

Só sei que ela exibiu, dizendo:

"Este foi teu um dia!"

Hoje ela já se foi...

Nem precisa mais,

Só que deixou um pedido á filha

Guardar para sempre

E eu que o queria novamente

Fiquei sem ação...

Quem sabe um dia talvez,

Eu possa tê-lo e reavê-lo de vez,

Meu sapatinho de estimação.

Dora Duarte

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Eu ainda não sei rezar




Meu anjinho da guarda venha cá

Sou tão pequenino, não aprendi

A tua oração, ainda não seu rezar.

 

Acompanhe meus passos

Por onde eu andar,

Minhas brincadeiras, meu sono,

Abençoe meu "papá..."

Mamãe, a sua oração

Logo vai me ensinar.



Proteja papai e mamãe,

Faça das suas asas minha sombra,

Para nelas eu descansar.

Dora Duarte

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Crianças da minha terra natal

Por onde andei, vi, ouvi crianças que ainda...



Brincam brincadeiras de rua

Cantam nas calçadas

Brincam de casinha

Nanam bonecas no colo

Tomam banho de chuva...






Também vi coisas erradas...

Um carro de mão empurrado, lá vai

Meninos carregando feira

Por menos de cinco reais

Imagine uma madame

Pechinchando paciente

Comprando quase de tudo

Em pleno sol quente

Derretendo de suor

Um pobre menino inocente.

Pai pilotando moto na estrada

Na traseira duas crianças

Ele com, elas sem capacetes

Meu Deus quanta ignorância!

 
Que contraste meu Deus!!!!

 
Dora Duarte










quinta-feira, 26 de maio de 2011

O PEQUENO CONTADOR DE HISTÓRIAS


Theo é um menino muito inteligente e observador. Desde os primeiros anos de vida, já tinha as suas preferências, tanto musicais, como as historinhas infantis. Portanto, não era um menino como a maioria de crianças da sua idade, não apenas gostava de ouvir, seus pais, avós e tias contar-lhes histórias,mas tudo o que ouvia e gostava, pedia para repetir, contudo ia gravando na sua cabecinha.


Chegou o dia que foi preciso ir para escolinha infantil.Com apenas dois anos de idade, já tinha personalidade ainda imperfeita, mas em formação. Hora gostava de ir, hora fazia birra, mas era preciso, para a sua mãe poder trabalhar.


Na escolinha fez várias amizades, com os amiguinhos e professores. Era peralta, porém com seu jeitinho especial, aos poucos conquistou todos. Com o passar do tempo, já com os seus três anos, tratou logo de fazer o que gostava: dramatizar, gesticular, (isso ninguém o ensinou era próprio dele) e contar as historias que aprendera  ouvir. por sua conta, acrescentava personagens(inventava) . Como era bom e gostoso repetir para os amiguinhos as historinhas preferidas dele!

Theo já com os seus quase cinco anos e seu priminho Pedro de três anos que sempre estavam juntos , brincavam, brigavam, mas se gostavam bastante ,foi e é o seu companheiro, já que os amiguinhos da escola se vêem mais na semana.Quando chega o sábado e domingo, ta lá Pedro com o seu primo.


E nesses dias, o primo serve de ouvinte das suas histórias.


Uma noite, o Pedro foi dormir na casa do Theo, Ele contou história para o primo dormir e depois adormeceu em cima do livro e sonhou...

Era um livro falante, muito colorido e também voava , parecia um gigante e mágico balão. Não só o livro falava, mas as letrinhas também:


__Theo, Pedro, vamos passear? A sua fadinha dos sonhos premiou um passeio a vocês, com uma condição: quando amanhecer o dia, trazer vocês de volta ao seu mundo real.Vamos voar pelo o mundo das histórias imaginárias, fantásticas, vamos Acordem!


Os dois esfregando os olhos, espreguiçando responderam: _ Vamos sim!

__Então, subam em cima de mim, disse o livro.


Subiram os dois, as letrinhas disseram:


__Ei tira esse bumbum de cima de mim!!! Vão para página seguinte, lá tem um sofá inflável e confortável , vão para lá...Havia um telão na sala onde os dois estavam sentados no sofá, as letrinhas faziam shows, formando um balé A, E, I, O, U...


Ou o alfabeto todo, formando palavrinhas para que eles pudessem aprender.


Voavam, voavam..Todos cantavam cantigas infantis e àquela que Theo mais gostava eram o que elas mais repetiam...


& "Alecrim, alecrim dourado que nasceu no campo sem ser semeado..."

Em meio aos sorrisos e cantigas os dois viram coisas fantásticas,!Países e Cidadezinhas onde se passavam as várias histórias que tinham escutado contar . O livro e as letrinhas iam narrando...


_ Primeiro vou mostrar os encantos das histórias brasileiras, floresta amazônica, onde têm muitas lendas que os os indiozinhos curumins gostam de ouvir...Têm o sítio do pica-pau, o castelo ratimbum... Mostrou tudo ...Theo e o Pedro ficaram encantados.


Voaram sobre a Disney: o livro disse _Esse é o castelo da Cinderela, mais na frente a floresta onde moram Branca de Neve e os sete anões, mais adiante a fábrica de brinquedos Toy Story...

Agora vou fazer um vôo rasante para vocês vêem de perto a casa da bruxa.

O Theo gritou:

_cuidadooooooooo, para não derrubar a gente na casa dela!


Lá estava a bruxa do lado de fora com um sorriso desdentado disse: __só não vou voar atrás de vocês , porque estou com a minha vassoura quebrada, mas logo que eu consertar o cabo, vou atrás de vocês crianças!


_Aiiiiiiii, Uiiiiiiii gritaram Theo e o Pedro, estiraram a língua para a bruxa, deram tchau



Voaram mais e mais, viram o vovozinho na sua casa consertando uma perna do Pinóquio...Advinha quem chegou em seguida? A bruxa! Que passou a perseguir o livro, as letrinhas, Theo e Pedro. Todos lugares que iam, lá estava a bruxa a todo vapor

Voaram sobre a casa dos três porquinhos,a bruxa :--he he he que vontade de comer um torresmo! O Theo gritou: Como vai comer torresmo faltando dentes para mastigar!_ espera aí seu menino mal-criado, vou puxar você desse livro e pendurá-lo de cabeça para baixo!

Sobrevoaram a casa da vovozinha do chapeuzinho vermelho...


Mas,o livro como havia prometido a fada... Estava na hora de voltar, amanhecia o dia. Durante a volta o livro fez mais um vôo rasante sobre o estádio de futebol do time favorito,do Theo, o gramado muito verde,mas os jogadores estavam dormindo.
 Agora era a hora da chegada, conforme o combinado,a fada dos sonhos já estava esperando no jardim da prédio onde o Theo morava, para devolvê -los ás suas caminhas.Os meninos adoraram ,deram até logo ao livro e as letrinhas, agradeceram pelo o mais belo passeio, prometeram logo quando aprenderem a ler, estar sempre em contato com o livro e as letrinhas.
 
O Theo acordou rindo muito e a mãe perguntou a ele:


___ Por que estar sorrindo assim tanto meu filho, logo ao acordar? O que foi?
__Ah, até posso contar, não sei se foi um sonho, ou real, só sei que foi assim...


___ Ih Theo lá vem você com suas historinhas...



                    Dora Duarte









terça-feira, 17 de maio de 2011

Brincadeiras de infância



Cadê que não vejo mais?
Brincadeiras de roda,
Na calçada: de amarelinha
De pião, de pula corda.


De bola de gude, pega, pega
Esconde, esconde,não se ver...
Hoje é jogos eletrônicos,
Brinquedos biônicos
Passeios em shoppings,
Outras brincadeiras cadê?

Eram sadias,
Brincava-se com alegria
Elas não deviam morrer...

Mesmo com toda insegurança
Desses tempos modernos
Pode-se brincar em quintais,
Criança é sempre criança.
Dora Duarte

terça-feira, 3 de maio de 2011

Dia das Mães


Todo dia é o dia das mães
Mas hoje é tão especial
Saúdo a minha mãezinha
No meu ver não existe outra igual

Ela é o meu amor maior
Ela mora em meu coração
Por causa de ti ó mamãe
Eu canto esta doce canção.

Refrão:
Mamãe é a estrela que brilha
Em nossa família, é nosso tesouro
Ela é a estrela que brilha
Em nossa família, coração de ouro.. Bis

( minha primeira composição, música e letra)

sexta-feira, 29 de abril de 2011

A princesa e a porquinha cor-de-rosa



Era uma vez... Numa Vila de casinhas quase todas iguais, morava ali um jovem casal; a mulher sonhava ter uma filha e criar como uma princesa, mesmo que não fosse filha de rainha nem rei. A jovem senhora adorava a cor rosa e desejava que tudo da filha ,fosse a cor-de rosa.Para o marido o que viesse estava satisfeito.
Planejou a vinda da pequena criaturinha, e se viesse um menino? Tudo bem, mas o seu desejo, ela acreditava seria cumprido. Engravidou, logo em poucos meses ficou sabendo que viria uma menina. Começou os preparativos, quartinho todo decorado de cor rosa: Cortinas? Rosa, paredes? Rosa, enfeites? Cor-de-rosa apenas mudavam os tons. Até a casa pediu ao marido para pintá-la de? Rosa bem clarinho.

A vizinhança, ora criticava, ora elogiava o exagero de tanta cor rosa. Mas não é que a maioria teve a feliz idéia também!
Pintaram as casas, mas de cores diferentes. A rua ficou linda toda multicor. Todos os moradores pareciam recepcionar á chegada daquele bebê.

Passado alguns meses, finalmente nasceu uma linda menina que recebeu o nome de” Cynthia- Rose” .Que significa “Rosa Brilhante” A mãe e os demais passaram á chamá-la carinhosamente de pequenina princesa e a menina foi crescendo cheia de mimos, muito afeto e atenção. A mãe comprava lindos vestidos, laços, enfeites para seus cabelos castanhos cacheados, tênis e até os brinquedos tudo cor de rosa. No jardim da casa, a mãe plantou um canteiro de rosas também da mesma cor, era fascinante, só contrastava com o verde das folhas e da grama.
Com o tempo, a princesinha Cynthia Rose já com seus cinco aninhos, foi sentindo a necessidade, de ter uma companhia, claro tinha os amiguinhos da rua, mas ela queria um bichinho de estimação.

Foram os três a passeio ao Sítio dos seus avós, lá chegando foram recebidos com muita alegria, agora mais ainda pois os avós não a conheciam ainda netinha. Seu avô criava patos, galinhas, porcos e até uma vaquinha de leite, mas, o que mais chamou atenção da menina foi, os filhotes de uma porca gigante que tinha acabado de dá cria. Ela ficou encantada, deslumbrada, achou lindos e rosa como a cor que acostumara desde pequenina a enxergar em sua volta. Tratou logo primeiro de pedir ao seu avô, mas esse lhe disse que dependia dos pais dela deixar, mas que depressa ela correu eufórica falando alto:
-papai, mamãe quero levar uma porquinha para mim!
-mas minha filha, como é que vamos criar uma porca na Vila? Cidade grande é diferente, não podemos ter chiqueiro e também dá mal-cheiro...
-Mas minha mãe, eu não vou criar a porquinha num chiqueiro e sim em um cercadinho dentro de casa, daí vez em quando eu levo ela no quintal para ela fazer o que bem quiser.
- Querida, Porco não se cria dentro de casa, você não prefere um cãozinho, ou mesmo um gatinho mimoso?
-Mamãe, eu mesmo cuido, gosto de outros animais, mas prefiro a porquinha!
-Tudo bem , vou combinar com o seu pai. Para á alegria da menina, o pai concordou e foram eles de regresso á cidade.

A porquinha chiando dentro de uma cesta de palha e a Cynthia Rose conversando como se ela entendesse, mandando-a calar boca.
E assim chegando em casa pediu para o pai fazer um cercadinho para colocá-la. E disse: -voudar um nome á ela Rosalinda, vou dar banho todos os dias para ela ficar bem limpinha e cheirosa, vou escovar os seus dentinhos, suas patinhas e colocar um laço de fita no seu pescoço. Os pais riram daquela conversa da filha.

Logo a porquinha Rosalinda estava mal-acostumada com tanta dedicação, mas o extinto animal falava mais alto, já andava por todo o quintal. Quando chovia ela emporcalhava-se toda, mas que depressa a pequena princesa lá ia dar banho novamente, nova escovação e com isto mais trabalho .
Passaram-se os meses a Rosalinda cresceu e começou as dificuldades de mantê-la limpa, além do mais tinha engordado tanto de tal maneira que dificultava de ser bem cuidada. Sendo assim, seus pais convenceu a menina que tinha que levar a porquinha de volta para o sítio. Cynthia Rose tristonha entendeu que cada bichinho tem o seu lugar adequado
Voltando para casa...
-Filhinha, não fique assim, peça outro bichinho que arranjamos para você!
-Tá bem, então vou pensar...E foi pensando, pensando...
-Ah quero um bichinho mais companheiro. Sim uma gatinha, ela não gosta de banho, mas faz sua higiene com a língua e está sempre limpinha , vou colocar um laço cor rosa e vou colocar o nome de Rosita.
E assim, ela com os olhinhos marejados de lágrimas de saudade da Rosalinda que tinha ficado para trás, ia fazendo outros planos com a nova companheira que iria ganhar.


Fim.

* nota: contar para as crianças, pedindo para elas contarem e repetirem a palavra “Rosa” total da palavra “rosa” :10

domingo, 17 de abril de 2011

Menino pobre



Era muito pobre o menino,
Nenhum brinquedo tinha,
Mas brincava satisfeito,
Com um carrinho feito
De uma lata de sardinha.

Um dia o menino sonhou,
Que seu sonho buzinou,
Era a sua paixão nata,
Ganhar um ônibus de lata.

Já tinha o visto na estrada
Um de verdade rodando
No meio da poeirada
Ele ficava acordado sonhando.

Seu tio tinha ido para o sul,
Um dia quando retornou,
Trouxe o tal ônibus de presente,
Para o sobrinho sonhador,
Com o rosto sorridente
O menino alegre ficou..

Criou sua própria estrada,
Nem crescido deixou de brincar
Com o tempo o ônibus enferrujou,
Nem assim o abandonou,
Numa prateleira do seu quarto está.

Dora Duarte

terça-feira, 22 de março de 2011

Os meninos da rua chamada Esperança





Que mistério rondava aqueles recém-moradores da casa nova?
Numa rua chamada “esperança” >

A casa era uma das mais bonitas na rua, apesar de ser um bairro de pessoas distintas, simples, quase não havia casas enormes bonitas como àquela, A casa era diferente, dois andares, com uma jardim imenso florido, toda murada, com grades nas pontas e portões de ferro.
.
A vizinhança, principalmente as crianças nem viram a mudança chegar, pois já era madrugada quando um gigante caminhão baú descarregou tudo, logo em seguida um carro com os vidros fume estacionou na garagem, desceu a família constituída, pai , mãe e filho..

As crianças da rua curiosa pra saber quem morava ali, brincavam na calçada, sempre olhando para o andar de cima, já que debaixo não dava pra enxergar nada.
Pra decepção de todos, nada via.

Passaram-se alguns dias, semanas, nada das crianças saberem quem morava naquela casa.

Que esquisito acharam, eles e seus pais “ Mas, será que são tão metidos a ponto de nem quererem conhecer a gente?” falou uma das vizinhas.

O mistério estava por um triz para ser desvendado...

Um belo sábado de sol, eram seis crianças, não tinham aula.
.Começaram brincar na rua Esperança ...
De bicicleta, de bola, de pipa, quando um deles exclamou: “Vejam!!!!”

Um menino apareceu na janela, meio escondendo uma parte do rosto pelas cortinas. Era o Estevan, com olhar tristonho em direção as crianças que alegres brincavam.

Uma das crianças gritou _Oi menino como é o seu nome?

Ele respondeu de lá _Estevan.

_Aqui debaixo, meu nome é Alex, meus amigos , Lucan, André,Toni, e as amigas Mayara, Cris e Fernanda

_ Desça venha brincar com a gente!
_ Eu não posso brincar com vocês!
_ Por que não pode, sua mãe não deixa?
_ Nada disso, você não entende!

_ Ah já sei, sua mãe não deve deixar você se misturar com pobre, já que você é riquinho!
Falou fazendo gracinha.
De repente surge a mãe do Estevan na janela e disse:” Olá meninos, vou até aí conversar com vocês”. As crianças ficaram sem graça.
Logo ficaram sabendo, como também seu pais. Estevan era deficiente físico e caderante,tinha sofrido um acidente de carro na infância e perdera o movimento das pernas e estudava em escola especial.
Brincava sempre sozinho, já que aonde morava antes, não tinha muitos vizinhos com crianças, sua mãe não tinha muita esperança que ele pudesse brincar normal novamente e que fosse aceito na nova vizinhança.
“Ah mais aqui é diferente”, falou uma das mães das crianças.
_Pode deixar, a criançada vai dar um jeito, logo estarão todos brincando juntos.

...E não é que deu certo? Adaptaram vários jogos, embalavam Estevan na cadeira de roda, jogavam xadrez, jogos educativos, ensinaram a ele soltar pipa com ajuda dum assistente mirim. Foi aquela alegria total, nunca o Estivan brincou e sorriu tanto. A mãe de Estivan emocionada, falou:
_ muito obrigado a todos, desculpe-me de não ter me aproximado de vocês assim que mudamos, eu não fazia idea como o meu filho iria ser recebido, estou feliz de ver o meu filho sorrir, contente Não é atoa que viemos morar numa rua chamada Esperança.

Dora Duarte

quinta-feira, 3 de março de 2011

O pintinho cego



O pintinho cego

Era uma vez um pintinho que não enxergava direito, era cego de um olho. Seu nome Zépiapia .Era uma verdadeira família, sua mamãe galinha(Galinácea), seu papai galo(Garibaldi) e seus onze irmãos. Numa caminhada com sua mamãe e irmãozinhos para aprender na escola do ” Cisca Cisca”, para achar minhocas, formiguinhas, pedrinhas., foi que o pintinho muito descuidado e sem direção por causa da pouca visão, perdeu-se da família.

Quando percebeu o silêncio, sem o ouvir o cócócó e o piu piu piu, começou a piar alto, piava, piava e nada! Corria para um lado, para outro e quanto mais corria e piava, mas distanciava dos demais..

Umas crianças que jogavam bola em frente ao quintal onde morava aqueles bichinhos, Já estavam de saco cheio daqueles piados, um deles resolveu dar um jeito: pulou a cerca, pegou ele que estava debaixo de moita sem muita saída, ao invés de levar para perto da mamãe galinha,colocou ele em cima de um galho de planta, Aí foi que o Zépiapia piou mais.

Começou uma chuva fina, A mamãe galinha agasalhando os seus filhotinhos, percebeu a falta de um. Gritou para o papai galo;

─Hei desça daí, mexa-se vá procurar nosso filhote que está perdido!
─Ah vá você, estou com sono, passei a madrugada toda cantando:
─Garibaldi folgado, eu não posso, estou aquecendo a filharada, você só vive cantando, fazendo ovos e mais nada, vá lá...

─Ta bom, vou lá... E saiu todo faceiro cantarolando...
Lá estava o pintinho, tremendo de frio, rouco de tanto piar, O Galo subiu na planta e o resgatou, colocou em cima das suas belas penas e voltou ensinando uma lição:

─Sabe filho, não sei como você subiu ali, mas é cedo para subir em planta ou árvore, tudo tem sua hora, quando você crescer, vou ensinar a você cantar bonito que nem o papai...

Zépiapia com raiva:não sabia como explicar o motivo de estar em cima da planta, piou alto: ─Piuuuuuuuuuu!!!!
Dora Duarte
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