Coisas de Criança

Coisas de Criança é...Brincar

Coisas de Criança é...Brincar
Contos, poesias,brincadeiras tradicionais, cantos e cantigas de roda, para gente miúda e graúda, desde que deixe a criança que existe em você se soltar.

domingo, 20 de março de 2016

Homenagem no dia do contador de história






Roda  de história

 É hora de rodar o limão
É hora de entrar no mundo encantado
Da roda que gira...gira
Rumo roda mundo à imaginação

É hora da roda, roda de contar,
Mergulhar, num baú de memórias,
Despir toda fantasia
Revestir-se de história.

Viajar num tempo, sem espaço,
Sem anos, sem dias, sem horas.
Deixar extravasar o riso, a emoção.
Viver o ontem como se fosse o agora

Que venham fábulas, lendas ,
Contos do bem e do mau,.
Estória de “trancoso
 História da vida real.

                            

quarta-feira, 16 de março de 2016

Sapo "Cululu"

                                                                                                                                                                          Achei lindo uma criança cantando, repetindo sem parar esta cantiga do sapo e nem fiquei sabendo o nome dela.
A mãe fazendo supermercado e ela dentro do carrinho...

  " Sapo cululú na beira do lio
   Quando o sapo canta maninha
    É porque tem flio"

 Cantei junto, mas certo, ele me corrigiu

       " Não é asimmmmm!"

 Bem feito pra mim,toma, quem mandou  interferir no modo dela cantar!

            (  Dora Duarte) Florianópolis, 17/03/2016

quarta-feira, 9 de março de 2016

Criança diz cada coisa...



Criança diz cada coisa...

 Ouvi uma criança comentando com outra:

“Será que o arco-íris é o guarda chuva do céu?”
 É nessa ingenuidade de querer saber, descobrir como funciona as coisas do mundo , que para elas são tudo novo, faz com que eu mais admire a infância  delas tão passageira  e quanto mais ouço os adultos, mas, adoro escutar  o que a criança tem de mais puro a dizer, a perguntar
 Um dia, Um amiguinho de 5 aninhos , ouvindo eu contar que quando eu era criança não existia  TV colorida, nem fotos, espantado perguntou-me assim:
“Vó Dora, no seu tempo  de criança tudo era em preto e branco, até as flores, árvores, céu e o mar? Só  me faltava perguntar se também o arco -íris era ser cor.
                                                                                                  Dora Duarte

domingo, 6 de março de 2016

A Baratinhosa



               Era uma vez uma barata cascuda, que não queria se casar, queria mais era atentar a dona de casa, sabe-se lá do que ela estava sobrevivendo dentro do guarda-roupa, quand ele era aberto, não aparecia nada, ruído nenhum, só cocozinho preto.
 Vez em quando, depois de uma limpeza, de uma tempestade de spray, numa batalha de sobrevivência, ela quase asfixiada pensava:
      ─ he he he, ufa, foi  por pouco essa, to zonzinha, mas to aqui leve livre e solta! Ai ai, nem me pega, nem me mata!
 Fazia pouco caso da dona da casa...
Certo dia, a dona da casa, do guarda-roupa, resolveu pegar uma caixa baú para rever umas fotos antigas. Quando abriu... Surpresa! Cheio de bostinha, e um friviado (barulhinho) danado, ela tentando se esconder.. .Como? Quase não havia brecha!
A senhora tinha  nojo sim, medo não, foi mexendo devagar para ver se avistava a dita cuja  Mexeu, mexeu e nada!
Pegou o spray à base de citronela, próprio também para barata (assim constava no rótulo), sem dó nem piedade espirrou... Colocou a caixa no chão, mexeu nas fotos e nada de barata, virou  de cabeça pra baixo, nada...

 Procurou-a no chão, nada! Virou-se, quando olhou, surpresa! A barata, nas suas pernas da senhora, batendo as asinhas, parecia que estava morrendo de rir da senhora.
A dona  do guarda-roupa e da caixa baú de fotos, perdeu a paciência, deu uma sacudida na perna, ela caiu  ciscando de costa no chão , com as mãozinha s postas, parecia que estava rezando e...
Plaft, chinela nela, foi o único jeito de vê-la dar um último suspiro, com as patinhas juntas como se estivesse rezando implorando para não morrer , com a  cara cínica de rogada.

     Dora Duarte

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

O gatinho Fiufiu




                     

          Fiufiú era um gatinho  de pelo totalmente branquinho, olhos azuis e cheio de peraltices.Como todo gato nos primeiros meses de vida, não parava quieto, corria atrás de qualquer coisa rasteira que se mexia. Vivia confinado num apartamento no subúrbio de uma cidade barulhenta. Quando subia na janela para ver o mundo, seus olhinhos brilhavam, era o que conhecia: carros, motos gente transitando, aqui ali, um cachorro. Como intuitivamente tinha medo daquele mostrengo!
               Certo dia,  viu-se dentro de uma gaiola, sua dona falava coisas que ele não entendia, sabia que era com ele, por causa dela falar seu nome pensou: “será novamente aquela espetada dolorida no seu corpinho?’”, As vacinas que ele tomava., Não!!! Aquela viagem era mais longa, demorada. Era uma mudança de residência.
             Ah, aquilo sim era uma moradia boa, uma casa com um quintal enorme, cheio de árvores, gramado e perto dali, uma pequena mata cheia de arbusto. Fiufiú observou tudo aquilo quando desceu do carro e saiu da gaiola, mas ficou triste porque ficou preso em casa, queria mesmo era correr e fazer peraltices naquele imenso quintal.
Fiufiú, ouvia latidos na vizinhança, se assustava e pensava: “Não aqui também esses mostrengos ameaçadores?! Olha pela janela da sala e avista no quintal vizinho um baita Pitibul e mais outro cão vira-lata, pareciam ferozes e eram.Como fazer para dar uma ´escapadinha”e não ser visto por os vizinhos indesejáveis?
Pensando consigo, no primeiro descuido da dona da casa, iria dar um passeio, mas um passeio silencioso, sem miado, se não, até porque ele como gato, queria mesmo era subir nas árvores, no muro sem ser visto. Assim aconteceu... Nos primeiros dias de casa nova, era uma prisão, depois a sua dona relaxou, o deixando passear na sacada, depois no quintal, mas Fiúfiu queria mesmo era subir nas árvores, era mais interessante.
Assim o fez... No final da tarde, quando tudo era silêncio, os vizinhos dormiam, ela com jeitinho foi subindo galho sobre galho, achou pouco, pulou para fora do quintal, nas outras árvores da pequena floresta, subiu, subiu e não soube descer, pensou:  vai ser o meu fim se eu miar, chorar, os mostrengos me atacam, espero que minha dona dê falta de mim” . Passou a noite toda naquele frio, nem dormiu ,incomodado apenas cochilava, tomou um  susto quando ouviu os latidos  vindo do quintal do inimigo e vozes o chamando.
Fiufiú, foi salvo, com maior trabalho de resgate por dois meninos a pedido da Dona. Naquele dia , ele comeu , bebeu e dormiu quietinho como nunca,  por horas a fio dentro da sua caminha no  aconchego da casa. Ufa, foi um grande susto, será que ele aprendeu a lição?

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