Coisas de Criança

Coisas de Criança é...Brincar

Coisas de Criança é...Brincar
Contos, poesias,brincadeiras tradicionais, cantos e cantigas de roda, para gente miúda e graúda, desde que deixe a criança que existe em você se soltar.

domingo, 1 de dezembro de 2013

O Burrinho e a Vaquinha ( Conto de Natal)







          Quando a Criancinha dormia na manjedoura fazia lá fora um frio terrível. Maria e José procuraram pelo estábulo talos de palha e feno. Com eles cobriram a Criança para que não ficasse enregelada. Assim que ela adormeceu, Maria e José também descansaram. 
         Encontravam-se no estábulo uma bezerra e um burrinho. A bezerra estava ruminando, num meio cochilo, e balançava calmamente a cabeça; o burrinho porém não tinha sossego. Ora espantava uma mosca com o rabo, ora coçava o pelo cinzento com o casco. Por fim, acabou ficando de pé e se pos a trotar, dando a volta no estábulo. 
       Chegando perto à manjedoura ele parou. Farejou os talos que havia ali, gostou de seu cheiro, assim como gostou de encontrá-los em tão grande quantidade; e além disso , tinham até posto feno em sua manjedoura.
       Calmamente ele começou a comer os talos. Nisto, soprou um vento frio sobre as finas faixas que envolviam a Criança, e esta começou a ficar enregelada. A bezerra então pos a cabeça por cima da manjedoura e bafejou sobre o Menininho seu hálito quente, para aquece-lo.
         Maria acordou bem na hora em que o burrinho apanhava mais um maço de talos. Ela riu : "- Ah , burrinho , que esfomeado você é, para tirar até a palha e o feno da Criancinha que está na manjedoura." Ela coçou atrás das orelhas da bezerra e lhe disse :
     "- Minha boa bezerra, quando você se tornar uma vaquinha,seu leite vai fazer com que as crianças fiquem coradas e tenham sempre saúde ".Daí por diante, durante o tempo em que ela ficou no estábulo, a bezerra recebeu muitos carinhos.
        Por outro lado, quando o burrinho carregou Maria e a Criança pelas areias quentes do deserto, ele pode aprender a dominar sua gulodice, e até passando fome, contentou-se comendo os cardos espinhudos.

Conto retirado de "Lendas da Infãncia de Jesus" - Jakob Streit

sábado, 30 de novembro de 2013

Mimo formoso


Como é gratificante ter um reconhecimento daquilo que você faz...
Ganhei esta camiseta da diretora da creche(Francisca Idalina Lopes), onde conto história. Esta aplicaçao da casinha dos três porquinhos, me faz pensar: como as crianças gostam especificamente  desta fábula! Seja ela narrada através do livro, seja contada oralmente, seja com bonecos fantoches,também a conto cantando ,] entao, eles adoram, vibram e cantam junto.
Já imagino no dia que vestirei,e ir lá, nao sei se eles prestarao atençao na história, ou na camiseta. Kkkkkkk

Dora Duarte

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Vamos brincar de roda?




Cantigas de rodas

Senhora dona Candida
 Coberta de ouro e prata
Descubra o seu rosto
Que eu quero ver sua cara.
**************************
Tem, tem ,tem cocadinha
Tem, tem  e eu vou la
Vem  comigo, vem moreninha
Na barraquinha  comprar


Ah eu entrei na roda
Para ver como se dança
Mas, eu entrei na contra dança
E eu não sei dançar
Sete,  sete são catorze
Tres  vezes sete, vinte e um,
Tenho sete namorados
 Mas não caso com nenhum.

Dora Duarte

sábado, 28 de setembro de 2013

Um sábado pra lá de especial




Bota especial nisto!
Fui convidada à contar história para um encontro de catequese. Não tinha noção, nem ideia da quantidade de crianças, eram de uma paróquia inteira,17 comunidades(igrejas), quase 300 catequizandos. Nunca vi tantos ao mesmo tempo  . Teve café da manhã, almoço  e a tarde o lanche. Foi difícil, quase impossível controlar o barulho, até começar a cantoria e o teatrinho de bonecos.
Sem contar os imprevistos, chuvas, atrasos, tudo isto dentro da obra inacabada da nossa Igreja N S do Sagrado Coraçâo,   com direito a assentos para todos. Após o almoço, como chovia, surgiu brincadeira de pega pega, era um alvoroço só, parecia um bando de andorinha sem rumo certo.
o interessante, é que a coordenadora me pediu uma história que falasse sobre  o tema: a partilha, o dízimo, o que dificultou. Eu teria que criar em pouco tempo um conto.Foi difícil, tive que pedir a outra contadora de história, passar o texto para ela e eu decorar, já que era os dois bonecos fantoches articulados. Acho que conseguimos  passar a mensagem.
Ufa missâo cumprida!
          Dora Duarte

domingo, 18 de agosto de 2013

A bailarina



                               

  Esta menina
tão pequenina
quer ser bailarina.
Não conhece nem dó nem ré,
mas sabe ficar na ponta do pé.
Não conhece nem mi nem fá,
mas inclina o corpo para cá e para lá.
Não conhece nem lá nem si,
mas fecha os olhos e sorri.
Roda, roda, roda, com os bracinhos no ar
e não fica tonta nem sai do lugar.
Põe no cabelo uma estrela e um véu
e diz que caiu do céu.
Esta menina
tão pequenina
quer ser bailarina.
Mas depois esquece todas as danças
e também quer dormir como as outras crianças.
         ( Cecília Meireles)
Homenageio aqui Maria Alice , que me fez inventar letra e música e improvisar, música que falasse de bailarina para ela dançar, cansei de cantar e ela não cansou de rodopiar.
 
    Dança bailarina,
    Dança sem parar
    Sacode bracinhos e
    Perninhas pra lá e pra cá.
 
    Roda bailarina,
    Rodopia no salão,
    Equilibra o corpinho
    Sem medo de cair no chão,
    Sem soldadinho de chumbo,
    Parece  mais um pião.
        (Dora Duarte)

sábado, 13 de julho de 2013

AS CASINHAS


                                                              As Casinhas

                                          Casinhas de Moluscos, ou Caranguejos?

Morava no fundo do mar uma família de molusco, cada um na sua casinha, protegidos por um telhado de concha dura como uma couraça.  Eram todas as casinhas de tamanhos, cores e desenhos diferentes, feitas pela própria natureza. Papai e mamãe   orientou -os para que nunca nenhum deles fossem à tona do mar, porque todos eles eram  intolerantes a claridade. Seus olhos e corpinhos exposto à luz, poderia ser fatal.

Marisa, a molusco caçula  dos seis de uma família, desobediente como ela só, resolveu querer conhecer a luz do dia, justamente num dia  de sol e calor. Antes que pudesse retornar  ligeiramente  ao fundo do mar, avistou um bichinho esquisito com uma casinha andante pra lá e prá, de um lado para o outro igual a sua. Olhou, estranhou  ele com uma coisa esquisita tampando os olhos

Chegou ofegante, assustada e contou tudo à família.

Disse-lhe sua mãe  brava :

Marisa,  eu não falei que não  era para ir no teto do mar?

Mas mamãe, foi uma espiada rápida, é tão lindo o brilho do dia!

Não faça mais isto! Prometa!

Tá mamãe, eu prometo!

Marina e Marinho, dois irmãos dela, curiosos veio conversar  para saber mais  detalhes da aventura da irmã:

Conta, conta pra gente como era o bichinho com o tampão nos olhos?


Marisa:        

Era um bichinho muito estranho, vermelho, andava de lado com os olhos tampados com uma coisa brilhante, o raio do sol batia nesta coisa. A casinha igual a nossa.

Os dois irmãos queriam ir também conhecer, a irmã atiçou:

Ora, criem coragem e vão como fui, eu não posso porque prometi a mamãe, mas, vocês...

Assim foram os irmãos de Marisa...

Deram de cara com o bicho esquisito, não só um, mas uns oitos como a sua família, tudo na casinha igualmente as suas. Viram seus olhos de antenas tampadas com uma coisa escura e olhavam para o sol.

 Os dois irmãos que muito inteligentes, entenderam que era por isso que eles sobreviviam no sol. Voltaram e contaram a novidade. Mais broncas receberam.

Papai, mamãe e se usarmos um tampão também, vejam, há algas transparentes, podemos usar para nos proteger da luz. Temos que reclamar das casinhas, como eles conseguem viver ali nelas igual as nossas?

 Papai e Mamãe moluscos resolveram verificar isto. Seguiram os conselhos dos filhos inteligentes. Prepararam proteção para os olhos e a família toda foi.

Gaivotas voavam no céu sobre o mar, gritando famintas... Nem caranguejos nem moluscos sobraram. As casinhas abandonadas sobre a areia do mar, vez em quando as ondas brincam de casinha com elas.
 

 


Final da história:   O Molusco proprietário, o Caranguejo inquilino, à mercê dos predadores.

Dora Duarte                  ( Florianópolis, 13/07/2013)

sexta-feira, 5 de julho de 2013

A magia da história


Era uma vez,  uma galinha pedrês...

Um urubu  limpava a floresta lá do Sul...

Um gambá que queria aprender nadar...

Contam que um leão era  medroso e bobão...

Uma barata que quebrou a pata...

Certa  vez um jumento, pronto para o casamento...

Um lobo que era bom no roubo...

 Era uma vez  um guaxinim escondendo-se de mim...

  Um passarinho que não parava no ninho...

Contam que  um papagaio na tempestade, tinha medo de raio.
 
Um gato que não gostava de comer rato...

...Assim a história nos leva ao mundo imaginário!

               Dora Duarte

terça-feira, 25 de junho de 2013

SOLDADINHO E CHUMBO


     


    Era uma vez vinte e cinco soldados de chumbo, todos irmãos, porque tinham sido todos feitos da mesma colher de cozinha. Tinham armas aos ombros e olhavam em frente, muito elegantes nos seus uniformes encarnados e azuis. — Soldados de chumbo! — foi a primeira coisa que ouviram neste mundo, quando levantaram a tampa da caixa onde estavam.

     Um rapazinho tinha dado esse grito e batido as palmas; tinham-lhos dado como prenda de anos, e ele colocou-os em cima de uma mesa. Os soldados eram todos iguais uns aos outros — excepto um, que só tinha uma perna; fora o último a ser moldado e já não havia chumbo que chegasse. No entanto, mantinha-se de pé tão bem como os outros que tinham duas pernas, e é ele o herói desta história.

     Na mesa onde os colocaram havia muitos outros brinquedos, mas aquele em que se reparava logo era um castelo de papel. Pelas suas janelinhas via-se o interior das salas. À frente havia pequenas árvores à volta de um pedaço de espelho, a fingir que era um lago. Cisnes de cera pareciam flutuar na sua superfície e olhavam para o seu reflexo. Toda a cena era um encanto, mas o mais bonito de tudo era uma menina que estava à porta; também ela era feita de papel, mas tinha uma fina saia de musselina, uma estreita fita azul cruzada nos ombros, como se fosse um xaile, presa por uma brilhante lantejoula quase do tamanho da cara. A encantadora criaturinha tinha os braços estendidos, porque era uma bailarina; tinha mesmo uma perna tão levantada que o soldado de chumbo nem conseguia vê-la; então ele pensou que ela só tinha uma perna, tal como ele.

"Ora aí está a mulher que me convém", pensou ele. "Mas é tão importante; ela vive num castelo, e eu tenho uma caixa... e estamos vinte e cinco lá dentro! Não há espaço para ela, com certeza. Mas posso tentar conhecê-la."

Então, deitou-se ao comprido atrás de uma caixa de rapé que estava em cima da mesa; daí podia ver bem a dançarina de papel, que continuava de pé numa só perna sem perder o equilíbrio.

 

Quando anoiteceu, todos os outros soldados de chumbo foram guardados na caixa e as crianças foram para a cama. Nessa altura, os brinquedos começaram a brincar; jogaram às visitas, às escolas, às batalhas e às festas. Os soldados de chumbo chocalhavam na caixa, porque também queriam brincar, mas não conseguiam levantara tampa. Os quebra-nozes davam cambalhotas e a pena da ardósia rangia a escrever; o barulho era tanto que o canário acordou e se meteu na conversa — melhor ainda, fê-lo em verso. Os dois únicos que não se mexeram foram o soldado de chumbo e a pequena bailarina; ela continuava apoiada na ponta do pé, com os braços estendidos; ele parado firmemente na sua única perna, sem nunca tirar os olhos dela.

O relógio bateu a meia-noite. Crac! — a tampa da caixa de rapé abriu-se e saltou de lá de dentro um duendezinho negro. Não havia rapé dentro da caixa — afinal era um truque, um boneco que saltava de uma caixa.

— Soldado de chumbo! — guinchou o duende. — Deixa de olhar para ela!

Mas o soldado de chumbo fingiu não ouvir.

— Muito bem, então amanhã vais ver! — disse o duende.

Quando amanheceu e as crianças se levantaram outra vez, puseram o soldado de chumbo no parapeito da janela. Pode ter sido culpa do duende, ou talvez de uma corrente de ar — seja como for, a janela abriu-se de repente, e o soldado de chumbo caiu da altura de três andares para a rua. Foi uma queda terrível! A perna apontava para cima, tinha a cabeça para baixo, e acabou por ficar com a baioneta espetada entre as pedras da calçada.

A criada e o rapazinho foram para a rua à procura dele, mas, embora quase o pisassem, não conseguiram vê-lo. Se ele tivesse gritado: "Estou aqui!", tê-lo-iam encontrado facilmente, mas ele achou que não era um comportamento correto começar a gritar estando fardado.

 

  Depois, começou a chover; caíam grossas pingas — era um valente aguaceiro. Quando acabou, passaram por ali dois rapazitos da rua.

— Olha! Disse um deles. — Está aqui um soldado de chumbo. Vamos metê-lo num barco.

Fizeram um barco de papel de jornal, puseram o soldado de chumbo no meio e fizeram-no deslizar pela valeta cheia de água. Lá foi ele a toda a velocidade e os dois rapazitos corriam a seu lado a bater palmas. Meu Deus, que grandes ondas havia naquela valeta, que marés! Tinha sido uma grande chuvada. O barco de papel balançava para baixo e para cima, por vezes andando às voltas, até o soldado de chumbo ficar completamente tonto. Mas manteve-se firme como sempre, sem mexer um músculo, sempre a olhar em frente e com a arma ao ombro.

De repente, o barco entrou num túnel. Oh, como estava escuro, tão escuro como na caixa lá em casa!

"Para onde irei agora?", pensou o soldado de chumbo. "Sim, isto deve ser obra do duende. Ah! Se ao menos a jovem estivesse aqui no barco comigo, não me importava que a escuridão fosse duas vezes maior."

Subitamente, da sua casa no túnel, saiu uma grande ratazana da água.

— Tens passaporte? — perguntou. — Não podes entrar sem passaporte!

Mas o soldado de chumbo não disse uma palavra; limitou-se a segurar a arma ainda com mais força. O barco seguiu em frente, e, atrás dele, a ratazana, a persegui-lo. Ai! Como ela rangia os dentes e gritava para os paus e palhas que boiavam na água:

— Obriguem-no a parar! Agarrem-no! Não pagou a portagem! Não mostrou o passaporte!

Mas nada conseguia fazer parar o barco, porque a corrente era cada vez mais forte. O soldado de chumbo avistou a luz do dia no fim do túnel, mas, ao mesmo tempo, ouviu um rugido que bem podia ter assustado o homem mais valente. Imaginem! Mesmo no fim do túnel, a corrente desembocava num grande canal. Era tão terrível para ele como seria para nós um mergulho numa gigantesca queda de água.

Mas como podia ele parar? Já estava perto da beira. O barco continuou a sua corrida, e o pobre soldado de chumbo aguentou-se o mais firme possível — ninguém podia dizer que tivesse piscado um olho.

De repente, o pequeno barco rodopiou três ou quatro vezes e encheu-se de água até acima; que podia acontecer senão afundar-se?! O soldado de chumbo ficou de pé, com água até ao pescoço; o barco afundava-se cada vez mais, com o papel a ficar todo mole, até que, por fim, a água cobriu a cabeça do soldado de chumbo. Ele pensou na linda bailarina que nunca mais veria e lembrou-se da letra de uma canção:

Em frente, em frente, soldado do império!
Não receies o perigo nem o cemitério!

Depois, o barco de papel desfez-se completamente.

O soldado de chumbo caiu e foi logo engolido por um peixe.

Oh, como estava escuro na barriga do peixe! Ainda era pior do que o túnel e muito mais apertado. Mas a coragem do soldado de chumbo manteve-se inalterável; lá ficou, firme como sempre, ainda de arma ao ombro. O peixe nadava que nem um louco,virava-se e revirava-se, e depois ficou absolutamente quieto. Qualquer coisa luziu como um relâmpago — e então tudo à sua volta ficou claro como o dia e uma voz gritou:

— O soldado de chumbo!

O peixe tinha sido pescado, levado para a praça, vendido e levado para a cozinha, onde a cozinheira o cortara com uma grande faca. Pegou no soldado, segurando-o pela cintura com o polegar e o indicador, e levou-o para a sala, para que toda a família visse a extraordinária personagem que tinha viajado dentro do peixe. Mas o soldado de chumbo não se sentia nada orgulhoso. Puseram-no de pé em cima da mesa e então — bem, o mundo é assim mesmo! — ele viu que estava na mesma sala onde as suas aventuras tinham começado; lá estavam as mesmas crianças; lá estavam os mesmos brinquedos; lá estava o belo castelo de papel com a graciosa bailarina à porta. Continuava apoiada num perna, com a outra bem levantada no ar. Ah! Ela também era firme! O soldado de chumbo estava profundamente comovido; gostaria de ter chorado lágrimas de chumbo, mas isso não era comportamento de um soldado. Olhou para ela, e ela olhou para ele, mas não trocaram uma palavra.

E então aconteceu uma coisa estranha. Um dos rapazinhos pegou no soldado de chumbo e atirou-o para a lareira. Não tinha qualquer motivo para fazer isto; deve ter sido outra vez culpa do duende da caixa de rapé.

O soldado de chumbo ficou emoldurado pelas chamas. O calor era intenso, mas se vinha do lume ou do seu amor ardente ele não sabia. As suas cores brilhantes já tinham desaparecido — mas se tinham sido lavadas pela água durante a viagem ou pelo seu desgosto ninguém sabia. Olhou para a linda bailarina, e ela olhou para ele; sentiu que estava a derreter-se, mas continuou firme, de arma ao ombro. Subitamente, a porta abriu-se; uma aragem apanhou a bailarina de papel, que voo como uma sílfide direitinha à lareira e ao soldado de chumbo, que a esperava; aí se transformou numa chama e desapareceu.

O soldado também derreteu rapidamente, ficando reduzido a um montinho de chumbo; e no dia seguinte, quando a criada limpou a lareira, encontrou-o entre as cinzas — do feitio de um coraçãozinho de chumbo. E a bailarina? Dela só encontraram a lantejoula, preta como a fuligem.

Hans Christian Andersen


Copyright © 2011 COISAS DE CRIANÇA.
Template customizado por Meri Pellens. Tecnologia do Blogger